Publicado 26/08/2026 08:51

O Irã afirma que os EUA “perderam” a guerra e “fracassarão” com sua campanha de asfixia econômica

25 de agosto de 2026, Teerã, Irã: O presidente do Conselho Superior da Justiça do Iraque, Faiq Zidan, se reúne com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em Teerã, Irã, em 25 de agosto de 2026. Zidan manteve conversações com Ghalib
Europa Press/Contacto/Icana

MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Parlamento do Irã e chefe da equipe de negociação iraniana nas conversas com os Estados Unidos, Mohamed Baqer Qalibaf, afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos “perderam” a guerra militar contra o Irã e que agora seu novo plano para uma campanha de asfixia econômica que isole Teerã “fracassará”.

“Os Estados Unidos iniciaram uma guerra contra o Irã com a intenção de derrubar a República Islâmica e expandir a hegemonia americana na Ásia Ocidental e no mundo islâmico, mas, graças ao sangue dos mártires e aos esforços da nação iraniana e da frente de resistência, foram claramente derrotados, e o mundo inteiro confirmou isso”, afirmou o líder iraniano em declarações divulgadas pela agência estatal IRIB, no âmbito de sua viagem ao Iraque.

Nesse sentido, ele ressaltou que Washington “perdeu a guerra militar e política” e que agora “também fracassará nas medidas econômicas”.

Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira uma ofensiva comercial para cortar todas as fontes de financiamento do Irã, chegando a ameaçar com sanções todos os países que mantiverem laços comerciais com o país asiático, incluindo a China.

Segundo Qalibaf, Washington enfrenta uma retirada em toda a região, e citou como exemplo os planos do Iraque para que as forças da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, deixem o país. “Isso representa uma honra histórica para o governo e o povo do Iraque. Esperamos que essa retirada seja realizada de forma integral, tanto no território quanto no espaço aéreo iraquiano”, enfatizou.

Dessa forma, o presidente do Parlamento iraniano alertou que Israel busca ampliar a guerra e apontou Tel Aviv como uma força hostil para outros países da região, além de ressaltar o “papel decisivo na ordem regional” que Bagdá pode desempenhar.

“É necessário que os países islâmicos deixem de lado os debates que geram divisão”, indicou ele, citando como exemplo o apoio do xiismo a Gaza durante a ofensiva de Israel contra o enclave palestino. “Nós, xiitas e sunitas, não somos apenas irmãos, mas também damos a vida pelos sunitas”, enfatizou, parafraseando o general Qassem Soleimani, assassinado em um ataque norte-americano em 2020 no Iraque e que se tornou um mártir da causa iraniana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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