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MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã afirmaram nesta quarta-feira que os Estados Unidos buscam uma “saída digna” da região, em meio a um impasse na guerra e após o término do prazo de 60 dias para se chegar a um acordo entre Washington e Teerã, sem que haja previsão de novas negociações.
“Na nova ordem regional, a intervenção de potências estrangeiras nas relações entre os Estados está diminuindo rapidamente”, afirmou o chefe da equipe de negociação do Irã e presidente do Parlamento, Mohamed Baqer Qalibaf, durante sua visita ao Iraque.
“Os Estados Unidos buscam uma saída digna da região, e o projeto ‘do rio ao mar’ da entidade sionista não passa de um sonho quimérico”, ressaltou Qalibaf, que considerou sua viagem ao país vizinho como um passo para “reforçar a nova ordem estabelecida na região” do Oriente Médio sem “ingerência estrangeira”.
Essas declarações surgem em meio à troca de acusações entre Washington e Teerã após o vencimento do memorando de entendimento de 14 pontos, que previa uma trégua para negociar um acordo definitivo no prazo de 60 dias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que “não há conversas nem diálogo” previstos com o Irã e que o bloqueio naval sobre o Estreito de Ormuz continua em vigor após o término do acordo assinado em junho passado.
Diante da falta de avanços diplomáticos, o chefe da Casa Branca intensificou suas mensagens a Teerã para que o país “se renda” e chegou a publicar uma imagem na qual declarava o estreito como “novo território” dos Estados Unidos, à luz do controle que Washington reivindica sobre a passagem estratégica.
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