Europa Press/Contacto/Foad Ashtari
MADRID, 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de uma nova “violação flagrante” do cessar-fogo com sua “agressão generalizada” contra o país asiático e ressaltou que essas ações de Washington “tornam praticamente inútil” o acordo alcançado em 8 de abril para cessar o fogo após o conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país asiático.
"Os ataques ilegais e criminosos dos Estados Unidos nas últimas horas não são apenas uma grave violação da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais do Direito Internacional (...) mas também tornam o acordo de cessar-fogo praticamente inútil", advertiu o Ministério das Relações Exteriores do Irã, que destacou que a responsabilidade pelas "consequências perigosas" dessas ações recai totalmente sobre "a elite governante" do país norte-americano.
Da mesma forma, reiterou por meio de um comunicado que “o uso contínuo do território e das instalações de alguns países da região pelo Exército terrorista dos Estados Unidos para preparar e realizar operações agressivas contra o Irã coloca esses países do lado do agressor”.
“A República Islâmica do Irã relembra com firmeza as obrigações legais e morais de todos os países da região no que diz respeito a impedir que o Exército terrorista dos Estados Unidos use seu território, instalações e recursos para cometer um crime de agressão contra o Irã, ao mesmo tempo em que ressalta sua determinação em neutralizar as fontes desses ataques”, afirmou.
Nesse sentido, enquadrou sua resposta no “direito inerente à legítima defesa”, depois que a Guarda Revolucionária reivindicou ataques contra bases americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, sem que, até o momento, os Estados Unidos tenham se pronunciado sobre possíveis vítimas ou danos.
O ministro insistiu ainda na “responsabilidade compartilhada” dos membros da ONU ao “se oporem claramente à violação flagrante dos princípios fundamentais e dos propósitos da Carta das Nações Unidas por parte dos Estados Unidos e do regime sionista”.
“Sem dúvida, o silêncio e a inércia diante da ilegalidade e da intimidação dos Estados Unidos e do regime sionista empurrarão o mundo ainda mais para o caos e a miséria”, alertou, ao mesmo tempo em que argumentou que “emitir comunicados em uma situação em que não há dúvida alguma sobre a natureza agressiva das ações dos Estados Unidos e do regime sionista não é algo responsável e apenas encorajará os agressores a continuar com suas ilegalidades”.
O comunicado foi publicado após um segundo dia consecutivo de ataques cruzados na região entre Washington e Teerã, já que, na véspera, a Guarda Revolucionária reivindicou o lançamento de uma onda de ataques com drones contra bases americanas localizadas no Bahrein e em outros pontos do Oriente Médio, em uma ação que qualificou de “retaliação” pelas agressões perpetradas pelos Estados Unidos contra diversos enclaves da República Islâmica.
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