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MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã declararam nesta segunda-feira que o funeral do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu no contexto da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o país, é o “maior evento nacional da Revolução Islâmica”.
O ministro do Patrimônio Cultural, Reza Salehi Amiri, indicou que o evento já foi registrado como um acontecimento “nacional” no âmbito da “memória e história contemporânea iraniana”, o qual terá, além disso, um “espírito patrimonial”, segundo informações coletadas pela emissora de televisão IRIB.
“O ritual, à semelhança dos realizados para homenagear os mártires, terá o potencial de criar uma nova força a serviço do sistema político e reforçar o capital social do país”, afirmou ele em relação a um evento que está previsto para começar no dia 4 de julho em Teerã e durar seis dias.
As autoridades de Teerã informaram que a cerimônia terá início nesse sábado, às 6h (hora local). O trajeto a ser seguido durante o fim de semana partirá da rua Damavand, passando pela praça do imã Husein, pela rua Enghelab e chegando à rodovia Shahid Lashkari.
Na terça-feira, terá início uma cerimônia fúnebre na cidade de Qom, onde permanecerá por dois dias até que, na quinta-feira, ocorra a despedida final e o enterro do aiatolá na cidade sagrada de Mashhad, onde ele nasceu em 19 de abril de 1939.
Ainda não se sabe se seu sucessor como líder supremo do país, seu filho Mojtaba Jamenei, comparecerá às homenagens. Ele não proferiu nenhum discurso televisionado desde que assumiu o cargo em 8 de março, nem fez aparições públicas, enquanto os Estados Unidos afirmaram que ele está gravemente ferido e desfigurado pelos ataques.
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