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MADRID 14 abr. (EUROPA PRESS) -
O representante permanente do Irã na ONU, Amir Said Iravani, destacou nesta segunda-feira que o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos no estratégico Estreito de Ormuz constitui uma “grave violação da soberania e da integridade territorial” iraniana, ao mesmo tempo em que advertiu que o país asiático exercerá seu "direito inerente" de adotar "todas as medidas necessárias e proporcionadas" para salvaguardá-la.
“A imposição de um bloqueio marítimo constitui uma grave violação da soberania e da integridade territorial da República Islâmica do Irã”, insistiu Iravani em uma carta dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança, Jamal Fares Alrowaiei.
Por sua vez, o diplomata iraniano classificou esse bloqueio imposto pelos Estados Unidos como uma “violação flagrante da proibição da ameaça ou do uso da força consagrada no parágrafo 4 do artigo 2º da Carta das Nações Unidas”, bem como um “ato claro de agressão nos termos do Direito Internacional” e uma violação dos princípios fundamentais do Direito Internacional do Mar.
“Ao tentar obstruir o tráfego marítimo de e para os portos iranianos, os Estados Unidos interferem ilegalmente no exercício dos direitos soberanos do Irã e violam os direitos de Estados terceiros e o comércio marítimo legítimo”, enfatizou Iravani em sua carta.
Além disso, após “rejeitar” e “condenar” nos termos “mais enérgicos possíveis” esse “ato ilegal dos Estados Unidos”, o representante permanente do país asiático atribuiu a Washington “toda a responsabilidade” por tal “ato internacionalmente ilícito”, bem como “por qualquer consequência que dele decorra, incluindo seu impacto na paz e segurança regional e internacional”.
Tudo isso, após assegurar que exercerá seu “direito inerente de adotar todas as medidas necessárias e proporcionadas, em conformidade com o Direito Internacional” para “salvaguardar” sua “soberania, integridade territorial e interesses nacionais”.
No calor dessa conjuntura que, segundo alertou o representante iraniano, “representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais”, agravando, por sua vez, o risco de “escalada” em uma região que, observou ele, “já é de si muito instável”, Iravani exortou Guterres e o Conselho de Segurança a “condenarem de forma inequívoca esta medida ilegal (dos Estados Unidos), adotando medidas urgentes e eficazes para impedir uma maior escalada com consequências potencialmente catastróficas para a paz e a segurança”.
Vale lembrar que o bloqueio de todos os portos iranianos entrou em vigor às 16h desta segunda-feira, conforme anunciado pelo Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM). Isso implica um bloqueio imparcial contra navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos iranianos e zonas costeiras, incluindo todos os portos dos golfos Pérsico e de Omã.
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