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MADRID, 15 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã destacou nesta quarta-feira que as trocas de mensagens com os Estados Unidos continuam por meio da mediação do Paquistão, após o fracasso das negociações realizadas no sábado em Islamabad para tentar chegar a um acordo de paz que ponha fim à ofensiva desencadeada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
“O Paquistão é o único canal para a troca de mensagens entre o Irã e os Estados Unidos”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, que declarou que “o processo continua por meio desse canal”, conforme noticiado pela agência de notícias iraniana Mehr.
Assim, ele destacou que “desde domingo foram trocadas inúmeras mensagens através do Paquistão” e revelou que está previsto que ainda nesta quarta-feira as autoridades iranianas se reúnam com “uma delegação paquistanesa” para “discutir em detalhes os pontos de vista” de Teerã e Islamabad sobre esse processo.
Baqaei observou, no entanto, que por enquanto não foi marcada uma data para um possível segundo encontro e lembrou que “nas últimas negociações, a outra parte — em referência aos Estados Unidos — apresentou posições que consideramos pouco razoáveis e pouco realistas”. “Não é um assunto novo e eles estão cientes de nossas posições em negociações anteriores, centradas principalmente na questão nuclear”, afirmou.
“Uma das questões que a parte americana continua enfatizando é o tema nuclear, que é algo unilateral inaceitável para o Irã e que deve continuar sendo discutido”, afirmou, em referência ao que continua sendo um dos principais pontos de discórdia entre os dois países no caminho para um acordo.
Os Estados Unidos exigiram do Irã uma suspensão de 20 anos de suas atividades de enriquecimento de urânio para se chegar a um acordo de paz, conforme confirmaram à Europa Press fontes a par das conversas. O próprio Baqaei reiterou nesta terça-feira que Teerã está aberta a negociar “o nível e o tipo de enriquecimento” de urânio, embora tenha sublinhado que não renunciará a ter um programa nuclear, que faz parte de “seus direitos inalienáveis”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apontou nesta terça-feira para a possibilidade de uma segunda rodada de reuniões “em dois dias”, enquanto um porta-voz da Casa Branca indicou em declarações à Europa Press que a possibilidade de “conversas futuras” com o Irã “está sendo discutida”, embora tenha ressaltado que “por enquanto não há nada na agenda”.
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