Publicado 10/08/2026 07:12

O Irã afirma que o acordo de defesa entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia demonstra que a região não confia nos EUA

Teerã insta Washington a reagir à rejeição de Netanyahu ao plano de paz de Trump para a Faixa de Gaza

TEERÃ, 3 de agosto de 2026  -- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, participa de uma coletiva de imprensa semanal em Teerã, no Irã, em 3 de agosto de 2026. Baghaei afirmou nesta segunda-feira que as negociações entre
Europa Press/Contacto/Sha Dati

MADRID, 10 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo do Irã destacou nesta segunda-feira que o acordo em matéria de defesa, ratificado há alguns dias pela Arábia Saudita, pelo Paquistão e pela Turquia, é uma demonstração de que os países da região chegaram à conclusão de que não podem confiar sua segurança às “promessas” dos Estados Unidos.

O porta-voz iraniano do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, comemorou o fato de esses três países terem elaborado um acordo “alternativo” com base em suas próprias capacidades e experiências, “independentemente das intervenções destrutivas de terceiros”, segundo informa a agência de notícias ISNA.

Nesse sentido, ele explicou que essa percepção de segurança que os Estados Unidos pretendem fazer crer que proporcionam contribuiu exatamente para o contrário e ressaltou que qualquer plano deve ser abrangente e levar em conta as realidades históricas e geopolíticas da região, além de identificar “corretamente o inimigo”.

Da mesma forma, descartou que isso represente qualquer tipo de ameaça à segurança de seu país. “Temos laços religiosos, históricos e civilizacionais profundos com a Turquia, o Paquistão e a Arábia Saudita, e não há motivo para temer que esse acordo seja prejudicial ao Irã”, afirmou.

A RECUSA DE ISRAEL AO PLANO DE PAZ PARA GAZA

Por outro lado, Baqaei também se referiu à rejeição do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao plano de paz para Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lembrando que, em Teerã, sempre se duvidou que o “regime sionista” tivesse um interesse real em pôr fim aos ataques.

“Cabe ao presidente dos Estados Unidos responder”, disse o porta-voz, que também ressaltou que Washington “deve prestar contas” pelo apoio que vem oferecendo ao “regime israelense” durante todo esse conflito.

“Já dissemos na época que o regime israelense não estava comprometido com nenhum tratado nem promessa e que não se devia confiar nele”, observou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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