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MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã alertaram nesta quinta-feira os militares dos Estados Unidos de que cometerão crimes de guerra se atacarem pontes e usinas elétricas e que não serão isentos de responsabilidade por cumprirem ordens de superiores, em uma nova mensagem na qual alertam que Washington está normalizando essas práticas.
“Não cometam crimes de guerra por ninguém; alegar ordens de superiores para justificar crimes de guerra não isenta os autores de sua responsabilidade penal”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, em uma mensagem nas redes sociais na qual acusa a classe dominante norte-americana de “sacrificar o que resta do Direito Internacional Humanitário e os fundamentos da ética e da civilização humanas”.
Nesse sentido, ele ressaltou que os códigos e manuais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos deixam claro que os membros das Forças Armadas “têm o dever, tanto legal quanto moral, de desobedecer a ordens manifestamente ilegais”.
Tudo isso devido ao seu “apetite insaciável por guerra e matança”, criticou Baqaei, que lembrou que a destruição de pontes e usinas elétricas “é manifestamente ilegal e criminosa” em meio aos ataques lançados pelo Exército dos Estados Unidos e à ameaça de Donald Trump de atacar esse tipo de infraestrutura caso as tensões em torno do Estreito de Ormuz continuem.
“Isso constitui uma retaliação e um castigo coletivo, ambos explicitamente proibidos como crimes de guerra tanto pelo Direito Internacional Humanitário quanto pela legislação nacional dos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, que enfatizou que esses crimes não prescrevem e ressaltou que Teerã “permanece firme e determinada contra a ilegalidade e o desrespeito à lei”.
O Exército dos Estados Unidos realizou sua décima segunda noite de ataques contra o Irã, uma nova jornada de ataques com o objetivo declarado de minar a capacidade de Teerã de ameaçar o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, aos quais o Irã respondeu com ataques contra as bases militares de Ali al Salem e Al Adiri, no Kuwait.
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