Publicado 24/08/2026 06:55

O Irã adverte que não fará “concessões” aos EUA para conseguir o fim da guerra

Archivo - Arquivo - 26 de novembro de 2024, Teerã, Irã: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, ESMAEIL BAGHAEI, fala durante uma coletiva de imprensa em Teerã.
Europa Press/Contacto/Iranian Foreign Ministry

MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, alertou nesta segunda-feira que Teerã não fará “concessões” aos Estados Unidos para conseguir o fim da guerra, depois que o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, defendeu o fim da guerra o mais rápido possível, referindo-se à posição de força do Irã.

“A República Islâmica do Irã não iniciou a guerra. Ela defendeu seus direitos, sua integridade territorial e sua soberania nacional. Naturalmente, a parte agressora deve prestar contas. Certamente não iniciamos a guerra, mas não permitiremos que o fim da guerra se baseie nos termos da parte agressora”, afirmou em entrevista coletiva.

“Não há dúvida de que as autoridades da República Islâmica do Irã, em todos os níveis, estão determinadas e comprometidas com a defesa do Irã e não estão dispostas a ceder diante dos excessos do agressor”, ressaltou Baqaei.

Nesse sentido, ele negou que Pezeshkian discorde dessa linha, já que, em sua opinião, ele demonstrou a “intransigência” do Irã diante da “hegemonia das partes agressoras”. “Suas posições têm sido muito claras. Sua atuação também o é”, defendeu ele em relação às declarações do líder, após ressaltar a unidade do Executivo iraniano durante a guerra iniciada pelos Estados Unidos.

Na semana passada, Pezeshkian defendeu que o “melhor” seria “encerrar a guerra hoje”, referindo-se ao fato de que Teerã está em “uma posição de poder e dignidade, e o mundo inteiro reconhece nossa vitória”. “Não cederemos à intimidação de forma alguma e não há dúvida de que resistiremos até o último suspiro e responderemos de forma contundente”, afirmou em uma mensagem para ressaltar que o Irã não se renderá a Washington.

As declarações ocorrem no momento em que a guerra no Irã entra em uma nova fase com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar uma guerra econômica contra a República Islâmica, em uma nova reviravolta em sua estratégia em relação ao Irã, embora ainda não se saiba quais serão as medidas concretas desse plano que, segundo Washington, implicará um processo de “isolamento em uma escala sem precedentes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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