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MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas garantiram que não deixarão “sem resposta” nenhum “ataque” ou “ameaça” lançada pelos Estados Unidos contra a República Islâmica, depois que o Comando Central do Exército dos EUA (CENTCOM) informou na noite desta terça-feira sobre ataques “em legítima defesa” contra diversos pontos do país asiático, após a queda de um helicóptero militar perto do estreito de Ormuz, um incidente que o presidente norte-americano Donald Trump classificou como “derrubada”.
“Apesar de suas derrotas no campo de batalha, os Estados Unidos decidiram testar nossa determinação”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual adiantou que as “poderosas” Forças Armadas iranianas "não deixarão sem resposta nenhum ataque ou ameaça".
Em seguida, após observar que “a história do Golfo Pérsico” conta com “inúmeros capítulos sobre o terrível destino que se abateu sobre os intrusos estrangeiros”, o responsável pela pasta das Relações Exteriores do Irã lançou uma advertência a Washington para que abandone a região.
“Abandonem nossa região, se quiserem estar a salvo”, enfatizou Araqchi por meio da referida publicação nas redes sociais.
Pouco depois de o CENTCOM informar sobre o lançamento de ataques contra o Irã às 17h (horário da costa leste, 23h na Espanha), alegando que se tratava de uma resposta ao “abate” de um helicóptero Apache do Exército dos Estados Unidos, a mídia iraniana noticiou explosões em vários pontos do país.
Especificamente, a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou sobre explosões na província de Hormozgán, no sul do país, bem como na região de Sirik e na ilha de Queshm.
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