Publicado 17/07/2026 17:52

O Irã adverte que haverá uma guerra “total” se os EUA continuarem com seus ataques por “mais dois ou três dias”

6 de julho de 2026, Teerã, Teerã, Irã: Pessoas em luto, empunhando bandeiras iranianas e religiosas, se reúnem durante o cortejo fúnebre do falecido Líder Supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em Teerã, Irã, nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026.
Europa Press/Contacto/Sobhan Farajvan

MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -

O assessor militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos correm o risco de uma guerra “total” se continuarem com seus ataques por “mais dois ou três dias”, depois que Washington lançou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra a República Islâmica, confirmando a escalada militar dos últimos dias e tornando nulo o acordo assinado com Teerã há um mês.

“Se os ataques americanos continuarem por mais dois ou três dias, entraremos em uma fase ofensiva total. Em uma fase ofensiva em grande escala, o Irã não se contentará mais com a retaliação, e nenhuma fronteira política estará a salvo da agressão iraniana”, alertou Rezaei em declarações à emissora estatal iraniana, IRIB.

Nesse sentido, ele ressaltou que os Estados Unidos violaram os termos do acordo, enquanto Israel descumpriu o compromisso de retirada do sul do Líbano. “A criação de uma rota ilegal através do Estreito de Ormuz, apesar da abertura da rota legal iraniana, o desrespeito à soberania da República Islâmica do Irã, a agressão militar contra a costa iraniana e a recusa em liberar os bens apreendidos foram alguns dos pontos que os Estados Unidos violaram no memorando de entendimento”, enumerou ele, em mais uma crítica a Washington.

O ex-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana defendeu, assim, que o Irã procedeu ao fechamento do Estreito de Ormuz para “salvaguardar sua própria segurança e garantir a segurança da economia global”.

Dessa forma, ele reiterou a soberania iraniana sobre a passagem estratégica, insistindo que, se os acordos iranianos sobre o Estreito de Ormuz “não forem respeitados”, “a Ásia Ocidental se tornará um cenário de conflito entre as potências mundiais pela energia”. Assim, ela ressaltou que os Estados Unidos não terão nenhum papel na rota marítima.

O Exército dos Estados Unidos, que retomou o bloqueio naval ao Estreito de Ormuz como medida de pressão, destacou nesta sexta-feira que suas forças na região “desviaram” quatro navios comerciais, “desativaram” um e “abordaram” outro, em cumprimento ao bloqueio do estreito.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado