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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã alertou nesta terça-feira para “graves consequências” após os Estados Unidos terem atacado um navio iraniano no Golfo de Omã e detido toda a sua tripulação, em um novo aumento da tensão nas relações bilaterais a apenas um dia do fim do cessar-fogo.
“Este ato, que foi acompanhado de intimidações contra os marinheiros e a tripulação do navio e suas famílias, constitui um ato de pirataria marítima e um ato terrorista que não apenas vai contra os princípios e normas fundamentais da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, mas também é mais um exemplo de clara violação do acordo de cessar-fogo e é considerado um ato de agressão”, denunciou o ministério em um comunicado.
Dessa forma, o Irã informou as Nações Unidas sobre o ocorrido e apelou ao Conselho de Segurança para que “condene e responsabilize pelo ataque ilegal” ao navio ‘Touska’ perpetrado por Washington. Além disso, assegurou que se reserva o direito de utilizar suas capacidades para “defender os interesses e a segurança” nacionais. “É evidente que os Estados Unidos são os únicos responsáveis pelo fato de a situação na região ter se complicado ainda mais”, concluiu.
O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou neste domingo que as forças militares americanas destacadas no Golfo de Omã atacaram, interceptaram e capturaram o “Touska” — um navio de quase 275 metros de comprimento e que “pesa quase tanto quanto um porta-aviões”, segundo o presidente — quando este tentava ultrapassar o bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos.
Sobre as relações já tensas entre as duas potências, o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, questionou no último domingo a disposição dos Estados Unidos em negociar, apesar do anúncio do envio de uma delegação ao Paquistão para uma nova rodada de negociações, e chegou a alertar que suspeita cada vez mais de que isso poderia ser uma manobra para encobrir um novo ataque.
Especificamente, Pezeshkian mencionou a “falta de compromisso”, o “intimidação” e o “comportamento ilógico” nas negociações e durante o cessar-fogo, que se somam ao bloqueio naval e à “retórica ameaçadora das autoridades americanas contra o Irã”, segundo declarações do líder iraniano durante uma conversa com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, divulgadas pela mídia iraniana.
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