Publicado 08/07/2026 00:50

O Irã adverte que dará uma “resposta contundente” à “agressão” e ao “ato terrorista” dos Estados Unidos

As autoridades do Kuwait e do Bahrein informam que as sirenes de alerta foram acionadas em seus territórios

IRÃ, TEERÃ – 3 DE JULHO DE 2026: Bandeiras iranianas e pretas são vistas em uma rua na véspera do funeral de Estado do Líder Supremo Ali Khamenei (1939-2026), que está programado para ocorrer de 4 a 9 de julho. Khamenei foi morto em um ataque aéreo conjun
Europa Press/Contacto/Valery Sharifulin

MADRID, 8 jul. (EUROPA PRESS) -

O Quartel-General Central de Jatam al Anbiya, um dos principais comandos do Exército do Irã, anunciou que responderá de forma “contundente” à onda de ataques que os Estados Unidos lançaram nesta terça-feira contra o sul do país asiático, ação que classificou como “ato terrorista”.

“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã darão uma resposta contundente à agressão e ao ato terrorista dos Estados Unidos”, advertiu o comando iraniano, afirmando que não permitirá que Washington “interfira nos assuntos do Estreito de Ormuz e em sua gestão sob nenhuma circunstância”.

Nesse sentido, o quartel-general criticou, em um comunicado divulgado pela agência Tasnim — ligada à Guarda Revolucionária —, que o Exército “terrorista” dos Estados Unidos tenha atacado regiões do sul do país “em uma clara agressão” e “sem respeitar de forma alguma seus compromissos”, enquanto “o corpo sagrado do líder mártir dos muçulmanos e dos povos livres do mundo é acolhido pelos líderes e pelo corajoso povo do Iraque”.

Especificamente, as forças armadas se referem às cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, que foi assassinado em 28 de fevereiro no âmbito da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra Teerã, dando início à guerra no Irã. Os cerimoniais tiveram início na capital iraniana, sendo posteriormente transferidos para a cidade sagrada de Qom e, daí, para os locais sagrados de Karbala e Najaf, no Iraque, para finalmente retornar ao solo iraniano, onde serão sepultados na quinta-feira no santuário do imã Reza, em Mashhad, cidade natal de Jamenei.

O comunicado do Quartel-General Central de Jatam al Anbiya insistiu que “a única rota segura” para a passagem de navios mercantes e petroleiros pelo Estreito de Ormuz é “aquela designada pela República Islâmica do Irã”, algo que está em consonância com as críticas de Teerã sobre a existência de supostas rotas paralelas.

Por sua vez, o presidente do parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, denunciou nas redes sociais o descumprimento das medidas adotadas pelo Irã no estreito, além de criticar as “ameaças persistentes” de Washington sobre novos ataques, o restabelecimento das sanções ao petróleo, ataques contra o sul do Irã, bem como uma “agressão sionista contínua”.

“A era da intimidação e da extorsão chegou ao fim. Isso não leva a lugar nenhum. Não vamos nos render”, afirmou Qalibaf na referida mensagem nas redes sociais.

ALARMES SOAM NO BAHREIN E NO KUWAIT

Horas após os ataques de Washington contra o sul do Irã, —justificados pelos Estados Unidos como resposta aos ataques perpetrados anteriormente por Teerã, segundo afirmam, contra três embarcações no Estreito de Ormuz—, as autoridades do Bahrein e do Kuwait informaram sobre a ativação dos alarmes em seus territórios.

“A sirene de alerta foi acionada; solicita-se aos cidadãos e residentes que mantenham a calma, dirijam-se ao local seguro mais próximo e acompanhem as notícias pelos canais oficiais”, indicou o Ministério do Interior do Bahrein nas redes sociais.

Por sua vez, as Forças Armadas do Kuwait afirmaram que as defesas aéreas do país “estão repelindo, neste momento, ataques com mísseis e drones inimigos”, e, por isso, pediram que “se respeitem as instruções de segurança e proteção emitidas pelas autoridades competentes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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