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MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), o órgão criado pelo Irã em maio passado para gerenciar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, alertou nesta quinta-feira que não pode garantir a navegação “segura” das embarcações que trafegarem fora de sua jurisdição.
“Qualquer navegação fora das rotas designadas pela PGSA não está coberta pela garantia de passagem segura e não estará sujeita à cobertura de seguro nem à responsabilidade civil correspondente”, afirmou em uma breve mensagem em suas redes sociais.
O órgão, criado para combater o bloqueio imposto na época pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os portos iranianos, isentou-se, portanto, de responsabilidade por essas embarcações, afirmando que “as consequências de navegar por rotas não autorizadas são de responsabilidade exclusiva do proprietário, do operador e do capitão da embarcação”.
Essas declarações foram feitas no mesmo dia em que um navio cargueiro foi atingido por um projétil na costa de Omã, conforme anunciou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), o que levou a Organização Marítima Internacional (OMI) a suspender temporariamente seu plano de evacuar 11.000 marinheiros que continuam retidos nas águas do Estreito de Ormuz.
Justamente a gestão do Estreito de Ormuz está sendo objeto de debate entre o Irã e Omã, que afirmou nesta mesma quinta-feira que não cobrará pelo tráfego marítimo, após ter discutido com as autoridades iranianas a imposição de pedágios às embarcações que desejassem atravessar esse estreito estratégico, em resposta à ofensiva lançada pelos Estados Unidos contra Teerã no final de fevereiro.
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