Publicado 21/04/2026 20:09

O Irã adverte que atacará "imediatamente" e "com força" seus alvos inimigos "caso ocorra qualquer agressão"

11 de abril de 2026, Varsóvia, Voivodia da Mazóvia, Polônia: Um close-up da mão de um manifestante agitando a bandeira da República Islâmica do Irã durante uma marcha pró-palestina pelo centro de Varsóvia. A manifestação foi organizada sob o lema "Nunca m
Europa Press/Contacto/Roman Koziel

MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -

As autoridades iranianas alertaram nesta terça-feira que atacarão “imediatamente” e “com força” seus alvos inimigos, em alusão aos Estados Unidos e a Israel, caso ocorra “qualquer agressão” contra Teerã, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado uma prorrogação do cessar-fogo temporário alcançado com a República Islâmica no início de abril “até” que as autoridades do país asiático apresentem uma proposta e concluam as negociações.

“Nossas forças poderosas e competentes estão preparadas e com as mãos no gatilho há muito tempo”, assegurou o Quartel-General Central de Jatam al Anbiya — comando de combate unificado das Forças Armadas iranianas —, em um comunicado divulgado nas redes sociais por seu porta-voz, Ebrahim Zolfaqari.

Em sua mensagem, o comando militar acrescentou que Teerã “atacará imediatamente e com força os alvos previamente determinados, caso ocorra qualquer agressão ou ação contra ela”.

Além disso, ressaltando que o Exército iraniano está “em estado de máxima preparação” e pronto para atacar “imediatamente” os “alvos designados” para “dar” aos Estados Unidos e “ao regime sionista assassino de crianças” — em alusão a Israel — “uma lição mais severa do que a anterior”, o Quartel-General informou que responderá “militarmente” ao “bloqueio contínuo” dos portos por parte dos Estados Unidos.

“Desta vez não haverá petróleo”, acrescentou posteriormente o porta-voz da força de segurança iraniana, alertando, em seguida, que o Irã “romperá o cerco pela força”.

Suas palavras chegam logo após o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) ter afirmado que um total de 28 navios deram meia-volta ou retornaram a portos iranianos desde que impôs, há uma semana, o fechamento perimetral do estratégico estreito de Ormuz, deixando a zona completamente bloqueada à navegação.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, defendeu em suas redes sociais que esse bloqueio — anunciado na última sexta-feira pelo inquilino da Casa Branca — “constitui um ato de guerra e, portanto, uma violação do cessar-fogo” que Washington e Teerã acordaram no início deste mês de abril.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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