Europa Press/Contacto/Foad Ashtari
MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã acusou nesta segunda-feira a União Europeia (UE) de manter uma postura “hipócrita” ao condenar sua resposta aos recentes bombardeios dos Estados Unidos contra o sul do país e reiterou que seus ataques contra bases americanas na região fazem parte de seu direito à “legítima defesa”.
"O comunicado da UE culpando o Irã por exercer seu direito à legítima defesa diante da agressão norte-americana a partir de bases em países vizinhos é uma aula magistral de indignação moral seletiva; é hipócrita e imprudente", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.
Assim, ele exigiu que o bloco “se mantenha fiel ao Estado de Direito e aos princípios da Carta das Nações Unidas que há muito tempo afirma defender” e que “pare de apaziguar os agressores enquanto culpa aqueles que respondem a ataques ilegais”.
"Os ataques do Irã contra as bases e os ativos utilizados para lançar ataques ilegais contra o Irã constituem um exercício legítimo de legítima defesa", reiterou em uma mensagem nas redes sociais, na qual lembrou que "os Estados têm a obrigação legal estabelecida de não permitir que seu território ou bens sejam usados para invadir outros países".
Nessa linha, ele sublinhou em coletiva de imprensa que “a UE não pode permanecer em silêncio diante da flagrante agressão dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irã e adotar uma postura seletiva”, conforme divulgado pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB.
Baqaei destacou ainda que “o Irã está ciente do tipo de cooperação, ações e apoios de alguns países vizinhos na guerra covarde lançada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista”. “Esperamos que esses países vizinhos reconsiderem seu comportamento, corrijam seu passado e tomem medidas positivas para melhorar a situação”, acrescentou.
As declarações de Teerã surgem em resposta à condenação da UE aos ataques iranianos contra uma “base americana” no Kuwait, em resposta a um bombardeio dos Estados Unidos contra o país, em meio ao frágil cessar-fogo acordado em 8 de abril e às negociações para tentar chegar a um acordo que ponha fim à ofensiva lançada em 28 de fevereiro por forças americanas e israelenses contra o país asiático.
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