Publicado 01/06/2026 06:29

O Irã acusa os EUA de “violar o cessar-fogo” e aponta Israel como motivo da falta de um acordo de paz

Teerã destaca que “o bloqueio naval” e os ataques no Líbano são “uma prova clara” das “violações” do cessar-fogo

11 de maio de 2026, Teerã, Irã: Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, faz declarações durante sua coletiva de imprensa semanal.
Europa Press/Contacto/Foad Ashtari

MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -

O governo do Irã voltou a acusar, nesta segunda-feira, os Estados Unidos de “violar o cessar-fogo” com seus últimos ataques contra o país e destacou que o principal obstáculo para a assinatura de um acordo de paz com Washington são Israel e seus bombardeios contra o Líbano, intensificados nos últimos dias, nos quais as tropas israelenses também avançaram em sua invasão territorial do país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, destacou em coletiva de imprensa que os últimos ataques israelenses são “uma violação do cessar-fogo que aumenta as suspeitas legítimas em torno do comportamento dos Estados Unidos e revelam os erros de conduta de Washington”.

“As ações dos Estados Unidos não são apenas uma violação do cessar-fogo, mas uma agressão e uma violação (...) da Carta das Nações Unidas”, afirmou, antes de ressaltar que “essa agressão permite ao Irã, no âmbito de seu direito à autodefesa, adotar medidas defensivas recíprocas”.

“Hoje anunciamos claramente que atacamos a fonte da agressão”, afirmou, depois que a Guarda Revolucionária garantiu ter atacado a “base americana” de origem dos ataques, sem fornecer mais detalhes. O Kuwait, por sua vez, afirmou ter respondido a um ataque com mísseis e drones.

Por outro lado, Baqaei denunciou que Israel continua com seus ataques contra o Líbano, apesar do cessar-fogo acordado em abril, e lamentou que “as Nações Unidas não estejam agindo e sejam meras espectadoras”. “Essas condições terão consequências não apenas para a região, mas também para o mundo”, explicou.

“A apaziguamento diante do genocídio está afetando a paz e a segurança em nível regional e global, pelo que a comunidade internacional é obrigada a cumprir suas responsabilidades”, argumentou, conforme divulgado pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB.

Dessa forma, ele enfatizou que “a principal razão do fracasso em alcançar um acordo na região é o regime sionista e seus ataques contra o Líbano”, que descreveu como “uma tentativa de impedir uma melhora da situação”. “Os Estados Unidos também são responsáveis, já que cada ação do regime sionista é de responsabilidade dos Estados Unidos, que o apoiam”, concluiu.

Por sua vez, o presidente do Parlamento do Irã, Mohamed Baqer Qalibaf, destacou que “o bloqueio naval e o aumento dos crimes de guerra no Líbano por parte do regime sionista genocida são uma prova clara das violações americanas do cessar-fogo”.

“Cada escolha tem um preço, e as contas chegarão. Tudo se encaixará no seu lugar”, afirmou Qalibaf, que é também um dos principais negociadores iranianos, em uma breve mensagem publicada nas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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