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MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã classificaram nesta terça-feira como “falsa” a afirmação do Exército dos Estados Unidos de que suas forças neutralizaram seis lanchas rápidas iranianas na operação de Washington para facilitar a saída dos navios presos pelo bloqueio iraniano do estreito de Ormuz, alegando que “nenhuma embarcação de combate da Guarda Revolucionária foi atingida” e que, na verdade, os militares americanos “mataram cinco civis” que viajavam de Omã para a costa iraniana em “duas pequenas embarcações”.
“As forças agressoras americanas atacaram e dispararam contra duas pequenas embarcações com pessoas a bordo que viajavam de Jasab, na costa de Omã, em direção à costa do Irã”, afirma uma declaração atribuída a “um comandante militar” pela radiotelevisão estatal iraniana, IRIB, e a “uma fonte militar” pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.
Durante o ataque, defendeu o militar em questão, as tropas americanas “mataram cinco civis”. “Os americanos devem responder por esse crime”, acrescentou.
A mesma fonte fundamentou a acusação ao Exército dos Estados Unidos nas conclusões das autoridades decorrentes de “uma investigação sobre a veracidade” da "falsa" afirmação do CENTCOM, que garantiu ter neutralizado seis lanchas rápidas iranianas no âmbito do chamado Projeto Liberdade do presidente Donald Trump, por meio do qual as forças americanas apoiaram a passagem de dois navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos pelo estreito de Ormuz.
Na verdade, afirmou o militar iraniano citado, “nenhuma embarcação de combate da Guarda Revolucionária Islâmica foi atingida”.
Esse novo cruzamento de declarações segue a tônica de uma segunda-feira em que predominaram as versões contraditórias divulgadas por Washington e Teerã sobre os acontecimentos do dia em torno do Estreito de Ormuz. Se agora o Irã nega que qualquer de suas embarcações tenha sido atingida por munição americana, horas antes foi o Exército dos Estados Unidos que negou que qualquer navio tivesse sido atingido por mísseis iranianos, conforme relatado por diversos meios de comunicação da República Islâmica.
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