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MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã acusaram nesta quinta-feira os Estados Unidos de fazerem exigências "irracionais" e voltaram a negar a existência de negociações para alcançar um cessar-fogo que ponha fim à ofensiva desencadeada no final de fevereiro em conjunto com Israel.
“Foram recebidas mensagens por meio de diferentes intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos”, enfatizou, segundo informações do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, divulgadas pela agência de notícias ISNA.
Assim, acusou Washington de exigir medidas “grandiloquentes” e explicou que o motivo pelo qual foram tomadas “medidas específicas em relação à passagem de navios” no estreito de Ormuz “é muito simples”. “Porque precisamos garantir que os agressores e seus navios não abusem dessa passagem para continuar atacando o Irã”, afirmou.
É por isso que ele enfatizou que essa medida “está em conformidade com o Direito Internacional”. “Os navios que não pertençam aos agressores e que não tenham relação com eles poderão passar pelo Estreito de Ormuz após coordenação conosco”, garantiu.
“Essa coordenação é necessária para garantir que a passagem pelo estreito seja feita com segurança”, observou, ao mesmo tempo em que ressaltou que “o Irã está absolutamente determinado a continuar se defendendo”. “Esta é a nossa terra. Esta é uma guerra injusta e foi imposta aos iranianos, por isso não temos outra opção a não ser lutar”, concluiu.
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