Europa Press/Contacto/Danylo Antoniuk
MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
A Embaixada do Irã em Viena (Áustria) denunciou que a condenação da chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, ao bloqueio imposto pelo Irã no Estreito de Ormuz, representa o “cume” da “hipocrisia” por parte de Bruxelas ao ignorar que se trata de uma medida “estritamente defensiva” diante da ofensiva iniciada no último dia 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, países que Kallas “nem ousa mencionar”.
A mensagem da Embaixada iraniana na Áustria, publicada nas redes sociais, vem acompanhada da mensagem inicial de Kallas, na qual a Alta Representante da União Europeia para Assuntos Externos e Política de Segurança denunciava a iniciativa legislativa lançada pelo Irã para cobrar pela passagem pelo estreito como uma medida contrária ao Direito Internacional.
Em resposta, a Embaixada respondeu a Kallas que ela se enganou ao pedir ao Irã que respeitasse a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, porque “é um tratado do qual o Irã nem mesmo faz parte” e, além disso, é “o cúmulo da hipocrisia” pedir tal coisa quando o Irã, signatário de outro tratado internacional como o de Não Proliferação Nuclear, foi alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra suas instalações nucleares, em violação a esse pacto.
“As instalações nucleares (do Irã), pacíficas e protegidas, foram atacadas pelas mesmas potências cujos nomes Kallas se recusa a mencionar. Que tipo de assessores a cercam? Um grupo de fantoches sem caráter, iguais aos bajuladores que cercam Trump?”, lamentou a Embaixada iraniana.
“A hipocrisia que assola a UE atingiu um nível alarmante, a ponto de seus funcionários nem mesmo se darem mais ao trabalho de argumentar com coerência, limitando-se a costurar palavras vazias em uma paródia grotesca do discurso político”, repudiou a missão diplomática em Viena, palco habitual justamente das agora fracassadas negociações internacionais sobre o programa nuclear iraniano.
“O direito internacional deve ser respeitado por todos: iranianos, palestinos, libaneses, sírios, iraquianos, iemenitas e todos os povos oprimidos. Ninguém tem o direito de instrumentalizá-lo hipocritamente para servir aos seus próprios interesses e esmagar as reivindicações legítimas dos outros”, concluiu a Embaixada.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático