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MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, acusou nesta quarta-feira Israel de armar os manifestantes que há semanas protestam contra o governo e afirmou que, com esse tipo de ação, o país busca “arrastar os Estados Unidos para uma guerra com o Irã”.
“Israel sempre tentou arrastar os Estados Unidos para guerras em seu nome. Mas, surpreendentemente, desta vez não tem receio de dizê-lo em voz alta. Com sangue nas ruas, Israel se gaba explicitamente de ter manifestantes armados com armas reais e esta é a razão pela qual há centenas de mortos”, explicou em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Araqchi, que indicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “deveria saber exatamente a quem recorrer para impedir esses assassinatos”, respondeu assim aos comentários feitos anteriormente nas redes sociais por um jornalista da emissora israelense Channel 14, que afirmava que “elementos estrangeiros estão armando os manifestantes”.
No entanto, o jornalista posteriormente atacou Araqchi e afirmou que seus comentários são “pessoais” e “não atribuíveis” ao governo israelense. “Ao contrário do regime tirânico que você dirige, Israel tem uma imprensa livre, e suas informações não representam o governo, incluindo as do Channel 14”, afirmou.
Os Estados Unidos têm demonstrado sua intenção de apoiar os protestos que vêm ocorrendo há dias nas principais cidades iranianas. A Casa Branca afirmou na segunda-feira que “a diplomacia é sempre a primeira opção” para Trump, mas que não descarta nenhuma alternativa, incluindo um possível ataque ao Irã.
Organizações não governamentais como a Human Rights Activists in Iran (HRANA) apontam para mobilizações em massa e denunciam que pelo menos 1.850 pessoas, incluindo nove crianças, morreram na repressão violenta dos protestos pelas forças de segurança do Irã, com mais de 16.700 detidos.
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