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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano acusou no domingo as autoridades europeias de comprometer "sua credibilidade moral" e banalizar a "atrocidade" ao permitir a entrada do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que visitou a Hungria apesar do mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele por crimes de guerra e crimes contra a humanidade pela ofensiva militar na Faixa de Gaza que deixou cerca de 50.700 palestinos mortos em 18 meses.
"Ao apaziguar o regime israelense, a Europa está comprometendo sua credibilidade moral e se colocando no lado errado de um momento histórico decisivo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, denunciando "a normalização da ilegalidade e a banalização da atrocidade".
Em uma mensagem em sua conta na rede social X, ele criticou a atitude dos países europeus como "desonra ao estado de direito, traição à justiça e reforço da impunidade com todas as suas consequências letais para as vítimas inocentes e toda a humanidade".
Baqaei também denunciou o fato de o chefe do executivo israelense ter pisado em solo europeu contra a "indignação global generalizada" e uma "demanda esmagadora para defender a lei internacional" que, em sua opinião, o mandado de prisão do TPI representa.
O líder israelense chegou a solo americano após uma viagem à Hungria, desafiando a ordem acima mencionada, enquanto o governo húngaro anunciava a futura saída do país do TPI, considerando que ele se tornou um "tribunal político" para suas decisões em relação a Israel, apesar do fato de que essa medida não o exime das obrigações contraídas durante o período em que foi membro.
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