Allison Sales/dpa - Arquivo
MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
A Polícia de São Paulo informou nesta segunda-feira que está investigando a empresa Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, por causa de um contrato público para a instalação de pontos de Wi-Fi na cidade que não teria sido cumprido.
O contrato, inicialmente previsto em 108 milhões de reais (18,5 milhões de euros), pode ter sido concedido de forma fraudulenta pela Prefeitura de São Paulo, já que, com os custos adicionais, atingiu 157,1 milhões de reais.
Até 26 milhões de reais (4,4 milhões de euros) foram pagos sem a prestação de qualquer serviço, pelo que pode ter havido fraude na licitação, na execução do contrato e possível desvio de fundos públicos, segundo a imprensa brasileira.
Na investigação, foram realizadas várias buscas com mandado judicial em diversos endereços ligados à entidade concessionária e à produtora Go UP Entertainment, na residência de Karina Ferreira da Gama — proprietária do Instituto Conhecer Brasil — e na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo.
O contrato incluía a instalação, operação e manutenção de 5.000 pontos de Wi-Fi públicos em áreas da periferia de São Paulo, no âmbito do programa Wi-Fi Livre SP. O ICB foi praticamente o único a se candidatar à licitação e, após a concessão, o Tribunal de Contas do Município detectou 20 irregularidades, mas a Secretaria manteve o contrato.
No final, foram instalados apenas 3.200 dos 5.000 pontos contratados, apesar das três prorrogações acordadas para o cumprimento do contrato.
Quanto à relação com o filme de Bolsonaro, a Polícia aponta para uma “confusão patrimonial” entre o ICB e a produtora, com o uso de contas de empresas e organizações sociais para lavagem desses capitais.
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