BRUXELAS 9 mar. (EUROPA PRESS) - A polícia investiga uma explosão ocorrida na madrugada de hoje em frente a uma sinagoga em Liège (leste da Bélgica), que não causou feridos, mas sim danos materiais, e que as autoridades locais e federais condenaram como um ato “criminoso” e de “anti-semitismo”.
“O antissemitismo é um ataque contra nossos valores e contra nossa sociedade. Deve ser combatido sem ambiguidade”, escreveu o primeiro-ministro da Bélgica, o ultranacionalista flamengo Bart de Wever, que expressou “solidariedade” com a comunidade judaica de Liège e do resto do país.
A polícia estabeleceu um perímetro de segurança após o incidente, registrado por volta das 4h da manhã, segundo os vizinhos que alertaram sobre o ocorrido. A explosão causou a quebra de vidros na sinagoga e nas janelas de outros edifícios próximos, segundo a mídia local, mas não deixou feridos.
O Ministério Público federal belga assumiu o comando da investigação, da qual ainda não se conhecem detalhes, embora o prefeito de Liège, o socialista Willy Demeyer, tenha apontado em declarações à mídia que se trata de um ato “extremamente violento de antissemitismo”.
O ministro do Interior, o liberal Bernard Quintin, por sua vez, garantiu que a explosão “é um ato antissemita abjeto que foi diretamente dirigido contra a comunidade judaica da Bélgica”, ao mesmo tempo em que confirmou que é o Ministério Público Federal — que normalmente conduz as investigações sobre terrorismo e crime organizado — que assumirá a instrução.
Quintin também planeja viajar para Liège ainda esta manhã para avaliar o que aconteceu em primeira mão e tratar da situação com as autoridades locais.
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