Publicado 17/07/2025 11:38

Interior ordena maior vigilância de grupos extremistas de direita e de conteúdo on-line, como o Deport Them Now

(E-D) Na mesa central, a Secretária de Estado de Segurança, Aina Calvo; o Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska; e o Diretor Geral de Coordenação e Estudos, José Antonio Rodríguez; durante a reunião extraordinária da Comissão de Segurança do Mini
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -

A Secretaria de Estado de Segurança do Ministério do Interior enviará esta semana diretrizes à Polícia Nacional e à Guarda Civil para que suas unidades de Informação estabeleçam grupos racistas e xenófobos ligados a movimentos nacionais e internacionais de extrema direita como "alvos prioritários" para análise e investigação, "dado o aumento de incidentes registrados nos últimos meses", como ocorreu em Torre Pacheco (Múrcia).

Conforme explicado pelo Ministério do Interior, as instruções também foram estendidas ao Centro de Inteligência contra o Terrorismo e o Crime Organizado (CITCO), que incorporará expressamente os crimes de ódio na coordenação de suas investigações e reforçará a implantação de suas capacidades de monitoramento de espaços on-line e redes sociais.

O objetivo é melhorar a detecção de conteúdos ilegais que incitem a violência e exigir sua remoção, como no caso recente do Deport Them Now Spain, o grupo xenófobo sobre o qual a Guardia Civil concentrou sua atenção depois de prender um de seus líderes em Mataró (Barcelona) - que foi mantido em prisão preventiva - por incitar a "caça" de imigrantes em Torre Pacheco, em resposta à agressão sofrida por um morador local.

Como parte da investigação sobre a detenção do líder do Deport Them Now, o Ministério também informou o fechamento de dois canais na rede social Telegram, a partir dos quais as mensagens desse movimento ultraliberal estavam sendo divulgadas.

PROTOCOLO PARA ALERTAS DA POLÍCIA LOCAL E DOS CIDADÃOS

O Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, anunciou esse reforço durante a reunião extraordinária do comitê de monitoramento do Terceiro Plano de Ação de Combate aos Crimes de Ódio 2024-2028, realizada na manhã de quinta-feira.

Entre outras propostas, o Ministro do Interior anunciou que antecipará a implementação de uma das medidas incluídas no Terceiro Plano de Ação para Combater os Crimes de Ódio, sobre a criação de um "Protocolo específico de ação sobre crimes de ódio para a Polícia Local ou Municipal", em colaboração com a Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP), inicialmente planejado para o primeiro semestre de 2028.

Diferentes grupos sociais e partidos políticos, como o Podemos, criticaram aspectos da ação policial em Torre Pacheco, como o fato de que alguns policiais se dedicaram a "fazer amizade com neonazistas em vez de proteger os vizinhos que têm o direito de viver em paz em sua cidade".

Haverá também um aumento na divulgação da atividade do Centro de Coordenação de Informações sobre Radicalização (CCIR), que faz parte do CITCO, onde os cidadãos podem fornecer informações sobre possíveis casos de radicalização ou extremismo violento. Durante a última semana, o CCIR (stop-radicalisms) recebeu cinco comunicações de cidadãos sobre os incidentes em Torre Pacheco.

Marlaska elogiou o trabalho eficaz da Guardia Civil e das forças de segurança na prevenção de incidentes e na prisão das três pessoas envolvidas - a última das quais foi detida pelo Ertzaintza no País Basco e está presa - no ataque "inaceitável" a um vizinho em Torre Pacheco (Múrcia).

Ele também criticou os "salvadores" e "políticos que descaradamente" criminalizam os migrantes e pedem ou apóiam a "caça" de estrangeiros.

Além disso, o Ministro do Interior saudou a "boa notícia" de que os crimes de ódio cairão 13,8% na Espanha em 2024, de acordo com o relatório que será publicado na íntegra amanhã, embora ele tenha enfatizado que "não é coincidência" que os incidentes relacionados ao racismo e à xenofobia sejam os mais numerosos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado