Publicado 23/04/2025 05:04

Interior entrega balas israelenses seis meses depois de anunciar que estava renunciando por causa da guerra de Gaza

Archivo - Arquivo - Militares israelenses na Faixa de Gaza
EJÉRCITO DE ISRAEL - Arquivo

MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -

A Sede de Assuntos Econômicos da Guarda Civil licitou a compra de munição de uma empresa israelense, seis meses depois que o Ministério do Interior decidiu não comprá-la devido à escalada da guerra em Gaza.

Fontes do Ministério do Interior consultadas pela Europa Press destacaram que, em 29 de outubro de 2024, foi iniciado o estudo sobre a possível rescisão do contrato. Após esse estudo, o ministério decidiu acatar a recomendação incluída em uma comunicação da Procuradoria Geral do Estado, que desaconselhava a rescisão no estágio de processamento alcançado, de modo que o contrato foi finalmente formalizado.

De acordo com a Cadena Ser, o departamento chefiado por Fernando Grande-Marlaska estudou diferentes opções, mas no final decidiu não cancelar o contrato concedido à empresa israelense Guardian Defense & Homeland Security S.A., uma subsidiária do grupo internacional Guardian LTD Israel, avaliado em 6.642.900 euros para a compra de 15.300.000 cartuchos de munição de calibre 9 mm.

O contrato foi fechado no meio da Semana Santa. Especificamente, em 16 de abril, o Chefe de Assuntos Econômicos da Guardia Civil formalizou a compra com a empresa israelense IMI SYSTEMS LTD - listada como a vencedora da licitação - e com a empresa israelense Guardian Homeland Security S.A., listada como representante. - A empresa israelense Guardian Homeland Security S.A. é listada como representante, embora as duas empresas israelenses compartilhem o mesmo Número de Identificação Fiscal (NIF).

Essa empresa conseguiu ganhar dois dos três lotes em oferta. O primeiro, de 4.464.900 euros, para o fornecimento de balas PB 9x19 mm, e o segundo, de outros 2.178.000 euros, para cartuchos semi-blindados 9x19 mm.

Em 29 de outubro de 2024, o Ministério do Interior emitiu um comunicado à imprensa para informar que estava "iniciando o processo de rescisão do contrato para a compra de munição de uma empresa israelense".

O Ministério do Interior disse que estava reafirmando seu compromisso de "não vender ou comprar armas para o Estado israelense desde o início do conflito armado em Gaza". A porta-voz do ministério, Pilar Alegría, também apoiou*a*medida.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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