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MADRID 6 jun. (EUROPA PRESS) -
Um juiz de Lima proferiu decisão de indiciamento contra o candidato à presidência Roberto Sánchez por crime de falsificação de documentos e ocultação de contribuições financeiras de seu partido, Juntos Por el Perú, perante a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
O Ministério Público solicitou cinco anos e quatro meses de prisão para Sánchez pela suposta apresentação de documentos falsos relativos à situação financeira e aos movimentos de caixa de seu partido, com base nos relatórios entregues à ONPE nos meses de janeiro e julho de 2019, nos quais não constam contribuições financeiras externas.
A investigação judicial busca esclarecer se os valores recebidos pela organização política foram deliberadamente omitidos perante as autoridades de supervisão eleitoral.
A acusação criminal foi formalmente apresentada em janeiro de 2026 pela Segunda Promotoria Corporativa Penal de Cercado de Lima-Breña-Rímac-Jesús María. O documento acusatório do Ministério Público exige, além disso, a inabilitação definitiva para que o acusado não possa exercer o cargo de presidente de seu partido político.
A acusação penal sustenta que o investigado assinou documentos que alteravam a realidade das receitas recebidas para a campanha de sua organização.
As sanções requeridas pelos representantes do Ministério Público incluem restrições civis e políticas aplicáveis ao exercício de funções em entidades de caráter público.
O valor total que não foi declarado à direção da ONPE ascende a aproximadamente 204.951,36 soles, mais de 51.200 euros. Segundo o Ministério Público, esses recursos financeiros de origem privada entraram na estrutura do partido durante o ano de 2019, mas foram omitidos nos relatórios financeiros obrigatórios do partido.
Sánchez, candidato de esquerda, enfrenta neste domingo, no segundo turno das eleições presidenciais, a candidata de extrema direita Keiko Fujimori. A última pesquisa divulgada dá a Fujimori 38% de apoio contra 35% de Sánchez.
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