Publicado 31/03/2026 04:23

A Indonésia solicita uma reunião do Conselho de Segurança da ONU após a morte de três de seus "capacetes azuis"

Archivo - Arquivo - Um "capacete azul" da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (FINUL) em um posto de observação no Líbano.
Marwan Naamani/dpa - Arquivo

MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Indonésia solicitaram nesta terça-feira a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas após a morte de três de seus “capacetes azuis” em ataques contra a Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (FINUL) no sul do Líbano.

O Ministério das Relações Exteriores do país asiático instou, em comunicado, as partes em conflito no Oriente Médio a “respeitar o Direito Internacional” e enfatizou que “a segurança das missões de manutenção da paz deve ser uma prioridade”, segundo um comunicado.

“O Governo da Indonésia condena veementemente o segundo incidente consecutivo ocorrido no sul do Líbano em 30 de março de 2026, no qual foram afetados 'capacetes azuis' indonésios que prestavam serviço na FINUL, e que provocou a perda de mais duas vidas e deixou outras duas pessoas feridas", afirmou em relação a um incidente que ocorreu pouco depois de outro desses militares ter falecido em consequência de outro ataque na região.

Nesse sentido, lamentou que “a repetição de ataques tão atrozes contra as forças de paz indonésias em tão pouco tempo seja totalmente inaceitável” e afirmou que “isso não pode ser considerado um fato isolado, mas reflete uma rápida deterioração da segurança no sul do Líbano, onde as operações militares israelenses em andamento colocaram em grave risco as forças de paz das Nações Unidas”.

“A Indonésia continua a condenar veementemente os ataques israelenses no sul do Líbano, que aumentaram significativamente os riscos enfrentados pelas forças de paz da ONU e prejudicaram a aplicação do mandato da FINUL nos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança”, declarou.

Por isso, ele ressaltou a necessidade de abrir “uma investigação exaustiva e transparente de forma imediata para esclarecer os fatos, incluindo as circunstâncias e os responsáveis”. “Deve-se exigir a prestação de contas”, acrescentou.

As duas vítimas fatais de segunda-feira somam-se ao militar indonésio identificado como Fahrizal Rambe, que morreu no domingo devido à explosão de um projétil que também feriu gravemente outro membro das forças de paz em Taibe, no distrito de Marjayún, no sul do país. O ferido, Rico Pramudia, foi transferido para um hospital em Beirute, conforme informado nesta segunda-feira pela FINUL.

Tudo indica que a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU poderá começar por volta das 14h (hora local de Nova York, Estados Unidos).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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