Publicado 14/07/2026 07:47

Índia protesta junto ao Irã pela morte de um cidadão indiano em um ataque a um navio no Estreito de Ormuz

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de navios no Estreito de Ormuz.
Wen Xinnian / Xinhua News / Europa Press / Contact

MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Índia apresentaram nesta terça-feira um protesto formal às autoridades do Irã pela morte de um cidadão indiano em consequência dos ataques com mísseis iranianos perpetrados na segunda-feira contra dois navios cargueiros no Estreito de Ormuz, onde também foram registrados cerca de dez feridos.

O Ministério das Relações Exteriores, que explicou que essa nota de protesto foi apresentada após a convocação do “número dois” da Embaixada do Irã na Índia, indicou em um comunicado que o cidadão em questão fazia parte de uma tripulação de 46 pessoas, entre os quais 30 indianos, que se encontravam a bordo de dois navios com bandeira dos Emirados Árabes Unidos — o “MT Al Bahiyá” e o “MT Mombasa” — no momento do ataque, enquanto transitavam pelo estreito.

“A Índia está profundamente preocupada com os ataques perpetrados contra esses navios durante sua travessia pelo Estreito de Ormuz. (...) Dos 12 cidadãos indianos a bordo do ‘MT Al Bahiyá’, um faleceu tragicamente e outro ficou ferido”, indicou o Ministério em um comunicado.

Além disso, detalhou que, dos 18 cidadãos indianos a bordo do “MT Mombasa”, nove ficaram feridos, dois deles gravemente. “Expressamos nossas mais sinceras condolências à família do cidadão indiano falecido e desejamos uma rápida recuperação aos feridos. Nossa Embaixada nos Emirados Árabes Unidos está acompanhando de perto a situação e mantém contato com as autoridades dos Emirados para garantir toda a assistência possível aos marinheiros indianos afetados”, afirmou.

“Condenamos veementemente esses ataques e atos de violência contra os marítimos, que perturbam a navegação livre e segura por rotas marítimas internacionais, como o Estreito de Ormuz”, destacou, ao mesmo tempo em que lamentou a “retomada dos ataques e o aumento da violência na região”.

“Apelamos pela cessação imediata da violência e pela retomada do diálogo e da diplomacia em prol da paz, da segurança e da estabilidade na região. Em particular, os ataques contra o transporte marítimo comercial e a infraestrutura civil na região devem cessar para que a navegação e o comércio livres e sem obstáculos pelas rotas marítimas internacionais possam ser restabelecidos o mais rápido possível, de acordo com o Direito Internacional”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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