MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e sua homóloga do Japão, Sanae Takaichi, acordaram nesta quinta-feira uma agenda de cooperação para os próximos dez anos nas áreas de Inteligência Artificial, defesa, segurança econômica e energia, em uma cúpula em Nova Délhi marcada pela instabilidade geopolítica e pela expansão regional da China.
“Aproveitando os pontos fortes de cada um, o Japão e a Índia podem se tornar mais fortes e prósperos juntos. Em um contexto internacional turbulento, construir uma parceria desse tipo, baseada na complementaridade mútua, tornou-se cada vez mais importante”, afirmou a líder japonesa em uma coletiva de imprensa conjunta divulgada pelo jornal ‘The Japan Times’.
Em questões regionais, ambos defenderam um Indo-Pacífico “onde se desfrute de liberdade e prosperidade”. “Concordamos em aprofundar a relação de cooperação estratégica para alcançar esse objetivo comum”, disse Takaichi em uma publicação nas redes sociais.
Em matéria de segurança, eles concordaram em fortalecer a colaboração, enquanto que, no âmbito da segurança econômica, assinarão uma declaração conjunta para avançar para “ações concretas” tanto no setor público quanto no privado.
Com relação à cooperação energética, os líderes da Índia e do Japão concordaram em manter diálogos bilaterais para fortalecer o sistema de reservas de petróleo na Índia e promover a transição energética do país.
Por sua vez, Modi classificou o Japão como um “parceiro importante” para a Índia e destacou que a agenda estabelece laços econômicos com uma meta “clara” em matéria de investimento na próxima década. “Nos próximos dez anos, 10 trilhões de ienes em investimentos japoneses na Índia e a duplicação do número de empresas japonesas na Índia”, afirmou ele, ao se referir aos objetivos da agenda.
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