TOLEDO 6 ago. (EUROPA PRESS) -
O incêndio florestal que teve início no último dia 22 de julho na localidade de Almorox, em Toledo, e que levou à inclusão da província de Toledo na emergência nacional após se unir ao incêndio da Serra Oeste de Madri — que afetou as províncias de Ávila e Madri —, foi extinto.
Segundo informações do Serviço de Prevenção e Extinção de Incêndios Florestais do Governo regional, as chamas, que se iniciaram no conjunto habitacional “El Pinar”, foram declaradas extintas às 21h10 da última quarta-feira.
Na operação mobilizada, participaram um total de 62 meios, seis deles aéreos, e contou com o apoio da Unidade Militar de Emergência.
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, ampliou, na noite de 25 de julho, para a província de Toledo, o âmbito territorial da declaração de emergência de interesse nacional estabelecida pela Portaria INT/748/2026, de 23 de julho, e que abrangia a Comunidade de Madri e a província de Ávila, em Castela e Leão.
A decisão foi tomada a pedido da direção operacional da emergência, levando em consideração a evolução dos incêndios, seu caráter interterritorial e a necessidade de garantir a máxima eficácia na coordenação e utilização dos recursos disponíveis.
O incêndio atingiu o Nível 2 de Situação Operacional devido ao bloqueio da rodovia N-403 entre Cadalso de los Vidrios e Almorox e provocou a evacuação de 13 municípios e vários conjuntos habitacionais, causando inúmeros danos materiais em ambas as comunidades e afetando até mesmo residências.
Em relação à origem deste incêndio, dois homens, de 51 e 42 anos, foram detidos por realizarem trabalhos de soldagem ilegais quando o índice de propagação dos incêndios era extremo, conforme confirmaram à Europa Press fontes da investigação.
Os detidos são acusados do crime de incêndio florestal e foram encaminhados à autoridade judicial competente.
A Guarda Civil procedeu à detenção dessas duas pessoas, com indícios conclusivos da realização recente de trabalhos de soldagem em uma estrutura metálica localizada em área florestal, quando o Índice de Propagação Potencial de Incêndios (IPP) se encontrava em nível extremo.
Como resultado das investigações realizadas, foi possível localizar o ponto de início do incêndio, onde foram encontrados indícios conclusivos de que trabalhos de soldagem haviam sido realizados recentemente em uma estrutura metálica localizada em área florestal.
Além disso, constatou-se que, no dia em que o incêndio se originou, o Índice de Propagação Potencial (IPP) estava em nível extremo. O avanço das investigações permitiu identificar as duas pessoas agora detidas como supostos responsáveis pelos trabalhos que deram origem ao incêndio.
Foi determinado que o incêndio teve origem nos trabalhos que ambos os detidos estavam realizando em uma propriedade pertencente a um deles.
Tal atividade estava expressamente proibida pela legislação vigente, que, durante o período de risco de incêndios florestais, proíbe o uso, em terrenos florestais e na faixa de proteção estabelecida, de máquinas, equipamentos ou ferramentas suscetíveis de gerar chamas, faíscas, deflagrações ou descargas elétricas — proibição que adquire especial relevância quando o IPP atinge o nível extremo, como ocorria no dia dos fatos.
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