MELILLA 22 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Cidade Autônoma de Melilla, Juan José Imbroda (PP), afirmou que aguardará uma mudança de governo na Espanha para impulsionar a transformação de Melilla em comunidade autônoma, ao considerar inviável esse objetivo sob o atual Executivo presidido por Pedro Sánchez.
Em declarações aos jornalistas, Imbroda sinalizou que confia que o líder nacional do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, assuma a Presidência do Governo, para que seja então que se possa promover uma reforma do status da cidade. “Se o Governo nacional a apresentar, o alcance já terá sido previamente depurado, estudado e trabalhado, e será muito mais viável”, assegurou.
O dirigente de Melilha explicou que existem várias vias para apresentar essa iniciativa. Uma delas seria por meio da Assembleia de Melilha, o que exigiria o apoio de três quintos da Câmara e representaria, em sua opinião, “um caminho muito longo”. A outra opção seria que a proposta partisse diretamente do Governo central, alternativa que ele considera mais viável “no caso de uma mudança política na Moncloa”.
Imbroda reiterou a aspiração de que Melilha alcance maiores níveis de autogoverno, embora sem necessariamente equiparar-se a comunidades históricas ou de maior porte. “Nós exigimos que Melilla se torne uma comunidade autônoma; não vou dizer exatamente igual à Andaluzia, mas que alcancemos níveis de autogoverno muito maiores do que os que temos agora, que estão prejudicando nosso desenvolvimento”.
Nesse sentido, ele defendeu que o atual Estatuto de Autonomia é insuficiente para enfrentar os desafios da cidade: “Este estatuto não nos serve para criar emprego, não nos serve para construir moradias nem para muitas coisas de que realmente precisamos”, sublinhou, ao mesmo tempo em que criticou o “corset administrativo” e a falta de flexibilidade que, em sua opinião, limitam o desenvolvimento econômico e social de Melilha, incluindo áreas como o crescimento universitário.
O presidente de Melilha expressou sua confiança de que, caso haja uma mudança no Executivo central, a próxima legislatura permita “avançar em uma reforma estatutária que amplie as competências da cidade e reforce sua capacidade de autogoverno”.
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