Publicado 06/08/2026 03:29

Imbroda, sobre o acolhimento de menores: “Será preciso fazer um gesto de solidariedade”

Juan José Imbroda, presidente de Melilla
PP MELILLA

MELILLA 6 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Melilla, Juan José Imbroda, pediu nesta quarta-feira às comunidades autônomas que fizessem “um gesto de solidariedade” em relação à distribuição de menores migrantes, ressaltando ainda que há “um decreto real que deve ser cumprido”.

“Compreendo meus colegas, entendo que, neste momento, será necessário fazer um gesto de solidariedade e entendo que há um decreto real que deve ser cumprido”, afirmou durante uma entrevista no programa “Hora 25” da Cadena Ser, ao ser questionado sobre as relutâncias de alguns governos regionais em relação à distribuição de menores desacompanhados após a crise migratória em Ceuta.

O presidente de Melilla também pediu para “ser firme” e “começar a resolver isso na origem”, apontando para “um problema estrutural de fundo”.

“O que também não podemos permitir é que cheguem muitos jovens em ondas. Não está regulamentado, não está controlado, não está certo. E depois são eles que sofrem”, argumentou.

Por outro lado, propôs “explorar o acordo” com o Marrocos para o retorno dos menores “com todas as precauções e observações possíveis previstas pelo direito internacional”. “Devemos explorar essa via que ainda não foi explorada; ela está inexplorada porque Marrocos nunca quis”, afirmou.

Imbroda, que estimou em cerca de 165 o número de menores que Melilla tem sob acolhimento — embora a capacidade seja de 83 —, reconheceu que “o drama não está aqui”, mas sim em Ceuta, após a entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos na semana passada.

“Temos que esperar aqui até que Ceuta se descongestione, porque, neste momento, eles estão lotados”, continuou o presidente, que se mostrou disposto “a dar uma mãozinha”, dando prioridade de saída aos menores que se encontram na outra cidade autônoma.

“Olha, faltavam algumas camas, faltavam colchões, que já estão chegando. Eles estão sendo incorporados e instalados, e pronto. O que fazemos com isso é cumprir o decreto real; comunicamos isso à Delegação”, destacou.

Imbroda também questionou o fato de que, no Marrocos, não soubessem de nada sobre a entrada em massa em Ceuta. “Eu interpreto isso como um gesto de pressão migratória”, ressaltou Imbroda. Na opinião dele, “há um pouco de guerra híbrida”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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