Publicado 07/09/2025 05:05

Illa garante que "até que Puigdemont retorne e Junqueras possa ser candidato, não haverá normalidade".

O presidente da Generalitat, Salvador Illa (à esquerda), cumprimenta o presidente do Junts per Catalunya, Carles Puigdemont (à direita), durante uma reunião em 2 de agosto de 2025 em Bruxelas (Bélgica). Illa, que promoveu a reunião, observou sua intenção
Jasper Jacobs / Europa Press

O presidente garante que haverá "novidades em breve" sobre a cobrança de impostos na Catalunha

BARCELONA, 7 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Generalitat, Salvador Illa, assegurou que "até que Puigdemont volte e Junqueras possa ser candidato não haverá normalidade", em referência à aplicação da lei de anistia.

Illa explicou em uma entrevista ao jornal 'La Vanguardia', que foi divulgada pela Europa Press, que não consultou o presidente do governo, Pedro Sánchez, sobre sua visita ao ex-presidente e líder do Junts, Carles Puigdemont, em Bruxelas: "Não preciso pedir permissão a ninguém. É uma decisão que tomei, com muita meditação e convicção".

O presidente disse que Puigdemont e o presidente do ERC, Oriol Junqueras, são líderes políticos relevantes: "O Congresso decidiu que eles podem desempenhar plenamente suas funções e eu quero que eles o façam".

Ele defendeu que não permitirá que ninguém coloque a convivência em risco, pois quer uma Catalunha "de todos e plural, portanto uma Catalunha com Carles Puigdemont".

Illa não revelou detalhes de sua conversa com o ex-presidente, mas a descreveu como um importante passo à frente e disse que saiu "satisfeito".

Com relação aos recursos apresentados contra a lei de anistia, Illa disse que respeita o judiciário, mas também pede que "respeitem o legislativo", assegurando que qualquer pessoa que se sinta tentada a ver o judiciário invadir a esfera do legislativo está enganada.

Aqueles que tinham dúvidas sobre a lei de anistia, disse Illa, "se fizerem uma análise objetiva da atual situação política e social da Catalunha, devem concluir que ela foi benéfica".

Com relação aos juízes, ele acrescentou que houve "casos específicos e minoritários de juízes que talvez tenham ido além do que deveriam", embora tenha assegurado que tem plena confiança de que o judiciário será capaz de corrigir essas ações.

ORÇAMENTOS

Illa também se referiu ao projeto de orçamento, revelando que o governo está "em uma fase interna de trabalho orçamentário", mas que ainda não há negociações com nenhuma parte.

Ele também se referiu aos acordos do governo com a ERC e o Comuns, sobre os quais disse que o governo está cumprindo e que eles estão exigindo acordos, mas eles são bons e "ajudam a Catalunha a avançar".

A esse respeito, sobre a ampliação do Aeroporto El Prat, disse estar ciente de que se trata de uma questão complexa, mas ressaltou que a Catalunha "se quiser continuar a ter uma economia relevante na Europa como um todo, deve estar conectada a um aeroporto que esteja à altura da tarefa".

FINANCIAMENTO

Com relação à cobrança de impostos na Catalunha, o presidente disse que haverá "novidades em breve" e que o governo está trabalhando intensamente nisso.

"A única singularidade que prejudica a Espanha é a de Ayuso e Madri", observou, ao mesmo tempo em que enfatizou que a economia catalã está crescendo, em sua opinião, de forma muito significativa.

"O problema é quem está fazendo uma corrida fiscal para o fundo do poço", insistiu Illa, que defendeu políticas públicas poderosas pelas quais os impostos devem ser pagos.

O presidente também se referiu à oferta de aquisição do Sabadell pelo BBVA, sobre a qual ele disse que "o interesse geral exige apoio explícito às pequenas e médias empresas, autonomia, uma especificidade para o Banco Sabadell, uma garantia de que ele operará de forma autônoma por um período de tempo".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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