Tomás Alonso - Europa Press
VALLADOLID 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Igualdade condenou o suposto feminicídio por violência de gênero de uma mulher na província de Burgos, onde, em um incêndio, supostamente provocado, na noite desta terça-feira em uma residência, morreram uma mulher de 58 anos, que seria a vítima do assassinato machista, além de outras duas de 78 e 23 anos.
A vítima de violência de gênero, segundo o Ministério da Igualdade em um comunicado divulgado pela Europa Press, é uma mulher de 58 anos, supostamente assassinada por seu companheiro, de 59 anos. O Ministério confirmou que os dois constavam no VioGén com outras pessoas e em casos inativos e que não havia denúncias anteriores por violência de gênero contra o suposto agressor.
O suspeito tem, além disso, em seu histórico duas condenações da Audiencia Provincial de Burgos por crimes de detenção ilegal e abuso sexual de menor de 16 anos, conforme informado pelo Tribunal Superior de Justiça de Castela e Leão (TSJCyL).
Com a confirmação deste caso, o número de mulheres assassinadas por violência de gênero sobe para 11 em 2026 e para 1.354 desde 2003, quando se começou a coletar esses dados.
A ministra da Igualdade, Ana Redondo García, e a delegada do Governo contra a Violência de Gênero, Carmen Martínez Perza, expressaram sua “mais veemente condenação” e seu “absoluto repúdio” diante deste “novo feminicídio machista” e transmitem todo o seu apoio aos familiares e amigos da vítima.
Tanto a ministra como a delegada pedem que sejam envidados todos os esforços por parte das instituições, administrações e toda a sociedade para chegar a tempo e evitar mais mortes por este tipo de violência.
O Ministério da Igualdade, através da Delegação do Governo contra a Violência de Gênero, reitera que o telefone 016, as consultas online através do e-mail 016-online@igualdad.gob.es, o canal do WhatsApp no número 600 000 016 e o chat online, acessível a partir do site violenciagenero.igualdad.gob.es, funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana. No 016, indicam, é possível solicitar aconselhamento sobre os recursos disponíveis e os direitos das vítimas de todas as formas de violência contra as mulheres, bem como aconselhamento jurídico das 8h às 22h todos os dias da semana, com atendimento em 53 idiomas e um serviço adaptado a possíveis situações de deficiência.
Por outro lado, lembra também que, em caso de emergência, pode ligar para o 112 ou para os números de emergência da Polícia Nacional (091) e da Guarda Civil (062). Caso não seja possível fazer uma chamada e diante de uma situação de perigo, pode-se usar o aplicativo ALERTCOPS, a partir do qual será enviado um sinal de alerta à polícia com geolocalização. Esses meios de assistência podem ser ativados pela vítima e por qualquer pessoa que conheça ou suspeite de um caso de violência de gênero. É um dever de toda a sociedade reagir.
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