FUERZAS ARMADAS DE ISRAEL - Arquivo
MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -
O exército israelense descartou nesta quarta-feira que o ataque perpetrado contra as tropas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) tenha sido "intencional" e garantiu que o objetivo do ataque foi "desmantelar e eliminar uma possível ameaça" na região.
"Ontem, as tropas estacionadas em um posto avançado no sul do Líbano detectaram atividades suspeitas na área. Em resposta, a força lançou várias granadas de atordoamento nas proximidades para desmantelar e eliminar a possível ameaça. Não foram registradas vítimas", disse o porta-voz do exército Nadav Shoshani em um comunicado.
Ele explicou que "vários soldados da UNIFIL que estavam conduzindo operações na área relataram que tiros foram disparados". "Analisamos o incidente para prestar esclarecimentos", disse o porta-voz, que enfatizou que "não houve nenhum disparo intencional contra o pessoal da UNIFIL".
"A segurança de nossos civis e forças de segurança continua sendo nossa maior prioridade. A IDF continuará a operar para eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel", disse ele, após um ataque que a própria UNIFIL descreveu como "um dos mais graves" contra seu pessoal desde o cessar-fogo no Líbano.
Esse incidente ocorreu poucos dias depois de o Conselho de Segurança da ONU ter renovado - apesar das suspeitas dos Estados Unidos e de Israel - o mandato da UNIFIL até o final de 2026, quando terá um ano para se retirar do país, onde há cerca de 11.000 militares destacados, dos quais cerca de 700 são espanhóis.
Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que está agindo contra as atividades do Hezbollah, partido miliciano xiita, e afirma que não está violando o pacto, embora tanto Beirute quanto o grupo tenham criticado essas ações, que também foram condenadas pelas Nações Unidas.
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