Europa Press/Contacto/Carlos Santiago
MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Defesa do México, Ricardo Trevilla, destacou nesta segunda-feira que a identificação de um homem de confiança de uma parceira sentimental de Rubén Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, foi fundamental para a localização do que era chefe do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), além da inteligência militar e da troca de informações com os Estados Unidos.
Após sua localização, “foi organizada uma força operacional terrestre integrada pela força especial conjunta das forças especiais do Exército e da Força Especial da Guarda Nacional, além de uma força aérea com seis helicópteros, que se dirigiu ao local para prendê-lo”, relatou Trevilla em uma coletiva de imprensa.
“Sabia-se que ele estava armado e, portanto, a Lei Federal de Armas de Fogo seria aplicada para detê-lo em flagrante”, disse ele antes de relatar que os militares foram recebidos com tiros, segundo a imprensa mexicana. “El Mencho” sai. Ele deixa um grupo com uma grande quantidade de armas. Ocorre um ataque muito violento entre o pessoal e o crime organizado. No local, morrem oito criminosos. Embora inicialmente tenham sido relatados quatro, ao verificar no local, confirmou-se que foram oito”, acrescentou. Também foram apreendidos dois lança-foguetes, um deles de origem russa, que na época foi usado para derrubar um helicóptero em Autlán em outra operação para deter 'El Mencho'.
Posteriormente, “El Mencho” e seus colaboradores mais próximos fugiram e se esconderam em uma área florestal, o que levou à criação de um cerco que finalmente os localizou. “Eles atiraram e, embora tivessem lança-foguetes, a pressão dos elementos do Exército impediu que os usassem”, destacou o secretário de Defesa. Foi nessa intervenção que “El Mencho” e dois de seus escoltas ficaram feridos. Outros dois indivíduos foram detidos e três armas longas, duas curtas, lança-foguetes, carregadores e cartuchos foram apreendidos. Do lado militar, um deles ficou ferido. Outros dois ficaram feridos nas cabanas onde a operação começou, indicou Trevlla. Posteriormente, uma vez controlada a situação, o pessoal de saúde militar deslocou-se ao local e identificou “El Mencho” e dois escoltas feridos, pelo que se decidiu evacuá-los. Solicitou-se o envio de um helicóptero para transportá-los para Jalisco. “Eles foram transportados, mas infelizmente faleceram durante o trajeto. Por isso, decidiu-se naquele momento que eles fossem levados para Morelia, onde havia um avião de caça da Força Aérea. Eles foram transferidos para o avião de caça e esse avião seguiu para a Cidade do México”, explicou.
Trevilla explicou ainda que também morreu Hugo H., conhecido como “El Tuli”, considerado a pessoa de maior confiança de “El Mencho” e que estaria a dirigir todas as ações de resposta do CJNG, como bloqueios, incêndios, ataques a instalações militares, bancos, negócios e a oferta de 20.000 pesos (cerca de 981 euros) por cada militar assassinado. “El Tuli” tinha em sua posse 7,8 milhões de pesos (cerca de 380.000 euros) e 965 dólares (818.000 euros).
Em resposta aos distúrbios, Trevilla explicou que foram enviados mais 2.500 militares para Guadalajara, Jalisco, para reforçar os 7.500 que já estavam no local e que permitiram recuperar a calma progressivamente.
Também nesta segunda-feira, a Procuradoria Geral da República (FGR) informou que a Agência de Investigação Criminal (AIC) já confirmou a identidade de “El Mencho”.
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