Publicado 21/05/2026 22:06

O ICE prende a irmã da diretora do conglomerado militar cubano GAESA e revoga sua autorização de residência

Uma agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) participa das operações de detenção
SERVICIO DE CONTROL DE INMIGRACIÓN Y ADUANAS

MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -

O Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) prendeu nesta quinta-feira a cidadã de origem cubana Adys Lastres Morera, irmã da diretora do conglomerado militar cubano Grupo de Administração Empresarial S.A.(GAESA), Ania Guillermina Lastres Morera, depois que Washington revogou a residência permanente da primeira, alegando uma suposta colaboração com a cúpula governamental de Havana.

“Morera administrava ativos imobiliários e residia na Flórida, ao mesmo tempo em que prestava apoio ao regime comunista de Havana, até que lhe retiramos sua permissão de residência permanente”, destacou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual ressaltou que ela “foi detida e agora se encontra sob custódia do ICE”.

No comunicado publicado pelo ICE, a autoridade de imigração se refere a Ania Guillermina Lastres Morena — irmã de Adys Lastres Morera — como supostamente “responsável pela gestão dos ativos ilícitos da GAESA no exterior”. Nele, também observa que “as receitas da organização, que superam em mais de três vezes o orçamento do governo cubano e que beneficiam apenas as elites corruptas, eram desviadas para contas bancárias ocultas no exterior, enquanto os cubanos comuns continuavam sofrendo sob o regime comunista do país”.

Segundo defendeu o diretor executivo adjunto interino da unidade de Investigações de Segurança Nacional do ICE, John Condon, a presença de Adys Lastres nos Estados Unidos “tem consequências potencialmente graves para a política externa” do país, por isso, indicou ele, “permitir” que ele “permaneça” no país enviaria o sinal de que “as redes afiliadas ao regime cubano poderiam continuar a ter acesso às instituições financeiras, educacionais e sociais dos Estados Unidos”, algo que, precisou o funcionário, “não é o caso”.

Afirmando que a GAESA constitui o “núcleo do sistema comunista cleptocrático daquele país” e que essa “organização corrupta” tem “controle absoluto sobre 70% da economia cubana”, o ICE sinalizou que permitir que a detida permaneça dentro das fronteiras dos Estados Unidos representaria o risco de “minar os objetivos da política externa dos Estados Unidos em relação a Cuba”.

Tal permanência, acrescentou o órgão de imigração, é, por sua vez, “incompatível com os esforços atuais dos Estados Unidos para impor sanções e negar privilégios às redes ligadas a funcionários cubanos que agem contra os interesses norte-americanos”. De fato, no início deste mesmo mês de maio, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs novas sanções contra a GAESA e sua diretora, bem como contra uma empresa de mineração.

Vale ressaltar que Adys Lastres entrou no país norte-americano como residente permanente legal em 13 de janeiro de 2023, conforme relatado pelo próprio órgão, acrescentando que o governo liderado pelo presidente Donald Trump “não identificou registros que indiquem que ele tenha solicitado a naturalização ou um passaporte norte-americano”.

Sua prisão, por outro lado, ocorreu logo após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter apresentado acusações contra o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, uma acusação que foi então qualificada pelo chefe do Executivo cubano, Miguel Díaz-Canel, como uma “tentativa” de “justificar” uma eventual agressão militar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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