Publicado 13/04/2026 15:12

O ICE dos EUA prende o ex-diretor da inteligência brasileira Alexandre Ramagem, condenado por golpismo

Archivo - Arquivo - 25 de novembro de 2025, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil: Rio de Janeiro (RJ), 25/11/2025 - Alexandre Ramagem/Prisão/STF/Conspiração golpista - O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ordenou a prisão do deputa
Europa Press/Contacto/Saulo Angelo - Arquivo

MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -

Agentes do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) prenderam em Orlando, Flórida, o deputado e ex-dirigente da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) Alexandre Ramagem, após ele ter fugido enquanto cumpria pena de 16 anos de prisão por seu papel na trama golpista de 2022 liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado, foragido da justiça brasileira, foi abordado por agentes do ICE em uma via pública de Orlando e acabou sendo preso, embora não por causa do mandado de prisão brasileiro, mas por sua situação migratória, informam vários meios de comunicação brasileiros.

O governo do Brasil solicitou aos Estados Unidos a extradição de Ramagem, que deixou o país após ser condenado pela Suprema Corte Federal a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Aliados de Ramagem informaram que ele pretende solicitar asilo político nos Estados Unidos.

Ramagem, em suas primeiras declarações sobre sua fuga, afirmou no final de novembro que se sentia “seguro” no país norte-americano e que tinha o “consentimento” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “É lógico que eu não tenha ficado no Brasil, com minhas filhas me vendo ser preso sem ter cometido nenhum crime e sofrendo uma ditadura”, disse ele na ocasião.

Sobre o deputado pesava uma proibição de saída do país devido à condenação pela tentativa de golpe contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, uma trama na qual a Justiça considerou comprovados seus crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado de Direito democrático e golpe de Estado, em relação ao uso da ABIN no âmbito da tentativa golpista de Bolsonaro.

Sua fuga ocorreu após as dos deputados, também condenados, Carla Zambelli — presa em Roma e aguardando sua extradição — e Eduardo Bolsonaro, envolvido na campanha contra os juízes do Supremo Federal no contexto do julgamento contra seu pai, ambas nos últimos meses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado