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MADRID 18 out. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal Penal Internacional anunciou que rejeitou o último recurso de Israel contra os mandados de prisão internacionais contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por crimes de guerra e crimes contra a humanidade pela ofensiva na Faixa de Gaza.
Israel já havia solicitado, em maio, que o mandado de prisão fosse anulado e questionou a jurisdição do TPI para julgar os supostos crimes dos quais o líder israelense é acusado.
Em 16 de julho, o TPI decidiu contra o pedido, alegando que ele não tinha "base legal", e agora destaca que os argumentos apresentados por Israel são exatamente os mesmos e rejeitou o novo pedido. "A Câmara, portanto, rejeita a petição", publicou o TPI em um complexo documento jurídico de treze páginas datado de 17 de outubro.
O mandado de prisão contra Netanyahu foi acompanhado por três outros mandados contra líderes do grupo armado palestino Hamas, mas eles foram retirados depois que os três foram mortos em ataques israelenses.
O principal aliado de Israel, os EUA, impôs sanções a altos funcionários do TPI em retaliação a um processo que Israel considera "antissemita".
Netanyahu foi alvo de um mandado de prisão expedido há um ano pelo Tribunal Penal Internacional por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade na ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, onde quase 68.000 palestinos foram mortos em um período de dois anos, a maioria deles civis.
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