PAMPLONA 5 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente da União do Povo Navarro (UPN), Cristina Ibarrola, acusou o EH Bildu de querer “impor em Navarra um projeto político que não responde nem à sua identidade nem à vontade da maioria dos navarros”. Ao mesmo tempo, criticou o “silêncio cúmplice” da presidente de Navarra, María Chivite, e do PSN.
Em um comunicado, após a celebração do Aberri Eguna em Pamplona pela coalizão abertzale, Ibarrola afirmou que, quando o secretário-geral da formação, Arnaldo Otegi, “fala em governar, na verdade fala em impor seu projeto político”. A esse respeito, afirmou que “a UPN é a garantia de que isso nunca ocorrerá em Navarra” e destacou que seu partido “nasceu precisamente com esse objetivo, para se opor àqueles que querem anexar Navarra a uma república basca imaginária que nada tem a ver com os navarros, e hoje esse objetivo é mais atual do que nunca”.
Nesse sentido, Ibarrola alertou que o EH Bildu “pretende impor em Navarra um projeto político que não responde nem à sua identidade nem à vontade da maioria dos navarros”. “É especialmente significativo que Otegi pretenda se apresentar como uma espécie de baluarte contra o autoritarismo, quando são eles que há anos querem impor seu modelo de ruptura, baseado na anexação de Navarra a uma quimera política que a cidadania navarra rejeitou repetidamente nas urnas”, assinalou.
A regionalista também criticou a participação na manifestação do prefeito de Pamplona, Joseba Asiron, repreendendo-o por “colocar novamente a Prefeitura a serviço de um projeto ideológico excludente”. Além disso, acusou María Chivite de “manter um silêncio cúmplice diante de um ato que questiona a realidade institucional de Navarra”.
Ibarrola considerou que “a postura do PSN é preocupante, assim como sua indefinição quanto à revogação da Quarta Disposição Transitória”. “Sabemos que os governos socialistas dependem do EH Bildu, tanto o de Sánchez quanto o de Chivite, mas os navarros não perdoarão que o PSN volte a se submeter ao EH Bildu, muito menos nesta questão tão fundamental e essencial para Navarra”, afirmou.
Por isso, a presidente da UPN declarou que seu partido “continuará defendendo a revogação da Quarta Disposição Transitória”, já que “sua eliminação fecharia definitivamente a porta para que Navarra acabe fazendo parte dessa suposta república basca, da qual os navarros não querem saber de nada”.
“Navarra não é Euskal Herria, nunca foi nem será no futuro. A UPN não vai descansar até fechar definitivamente essa porta, com o apoio do PSN ou sem ele”, concluiu.
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