MADRID 30 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro húngaro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, confirmou no sábado, de Copenhague, que seu país foi o único que não aceitou a assinatura de uma nova declaração contra a Rússia e reiterou mais uma vez sua recusa em aumentar os gastos militares com Kiev, aprovar novas sanções e facilitar a adesão da Ucrânia à UE.
"Bruxelas e a maioria dos Estados membros da UE querem enviar dezenas de bilhões de euros do dinheiro dos europeus para a Ucrânia e usá-lo para comprar armas e manter o exército ucraniano", disse Szijjártó de Copenhague, onde uma reunião informal de ministros das Relações Exteriores foi realizada no sábado, de acordo com relatos da imprensa húngara.
Eles também "querem gastar dezenas de bilhões de euros para pagar os soldados ucranianos, comprar drones e administrar o Estado ucraniano", acrescentou.
A declaração incluiu a condenação do ataque à sede da UE em Kiev, que foi danificada em um ataque russo. O ministro da Defesa húngaro, Kristóf Szalay-Bobrovniczky, que acompanhou Szijjártó, explicou em um vídeo postado no Facebook que teve uma discussão acalorada com a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, que "me atacou por mudar nossa posição sobre o apoio econômico à Ucrânia e pela conhecida postura pacifista da Hungria desde o início da guerra".
"Esse comportamento é inaceitável e completamente fora dos padrões europeus, mas me deu a oportunidade de declarar novamente a posição da Hungria e enfatizar mais uma vez que o fim dessa guerra não será no campo de batalha, nem com uma solução militar, por isso temos que deixar espaço para as iniciativas diplomáticas do presidente (Donald) Trump (...). Essa é a única maneira de pôr fim a essa guerra terrível", argumentou, visivelmente exasperado.
Szijjártó, por sua vez, denunciou que a UE está se preparando para uma guerra de longo prazo e, portanto, não está interessada no sucesso dos processos de paz. A Comissão Europeia "tem agido praticamente como a Comissão Ucraniana (...) representando os interesses da Ucrânia, e não os dos Estados membros".
Szijjártó também denunciou o desprezo de Bruxelas pelos húngaros no território ucraniano da Transcarpácia e sua indiferença às regras que os impedem de usar o húngaro. "Se a UE realmente quisesse ajudar, poderia facilmente ter restaurado a situação de 2015, quando os húngaros da Transcarpática tinham o direito de usar sua língua nativa na educação, cultura e administração pública", disse ele, citando o exemplo da regulamentação anticorrupção, que foi revogada imediatamente após a "intervenção" da Comissão.
Ele também reiterou sua recusa em permitir que a Ucrânia entre para a UE porque "isso destruiria os agricultores húngaros, a segurança alimentar húngara e permitiria a entrada da máfia ucraniana". "Não permitiremos que o Mecanismo Europeu para a Paz apoie o exército ucraniano. Não apoiaremos sanções contra empresas de energia que são importantes para o fornecimento de energia da Hungria", enfatizou, antes de denunciar o desejo de Bruxelas de ter um governo "fantoche" em Budapeste.
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