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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) - O governo da Hungria anunciou nesta quarta-feira que suspende o fornecimento de diesel à Ucrânia, em resposta à decisão deste país de não retomar o envio de petróleo russo através do oleoduto Druzhba.
“Os envios não serão retomados até que o transporte de petróleo para a Hungria através do oleoduto Druzhba seja restabelecido”, informou o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, através das suas redes sociais.
O chefe da diplomacia húngara apontou diretamente para o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a quem acusou de colocar em risco o abastecimento energético da Hungria por razões políticas, e explicou que não podem garantir a segurança energética do país se a sua própria estiver em perigo.
Szijjarto destacou que, apesar de a Hungria desempenhar “um papel essencial na segurança energética da Ucrânia”, Zelenski optou por bloquear o envio de petróleo russo. “Grande parte das importações de gás, eletricidade e diesel da Ucrânia chegam através da Hungria ou a partir dela”, observou. “Não se pode esperar que garantamos a segurança energética de outro país enquanto nosso próprio abastecimento está em risco. A cooperação energética deve ser mútua e baseada no respeito, não na pressão”, enfatizou.
O oleoduto Druzhba é o mais longo do mundo e a principal via de transporte de petróleo russo para a Europa. Estas instalações estão na mira da Ucrânia, que as atacou várias vezes durante a guerra, para descontentamento da Hungria e da Eslováquia, que denunciaram que isso ameaça a sua segurança energética.
Perante a posição ucraniana, nas últimas horas, a Hungria instou sem sucesso a Croácia a permitir o transporte de petróleo russo através do oleoduto Adria, operado pela empresa croata JANAF.
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