Europa Press/Contacto/Zhao Dingzhe - Arquivo
BRUXELAS 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relaes Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, assegurou que seu país no apoiará a renovao das sanes individuais da Unio Europeia contra a Rússia por sua invaso militar na Ucrnia, ao mesmo tempo em que disse que Budapeste também se ope a mais ajuda financeira a Kiev durante o processo de paz.
Szijjarto, que está em uma visita a Washington, expressou a rejeio de seu país extenso das sanes contra indivíduos russos e bielorrussos, pois considera que essas medidas apenas "atrapalham os esforos de paz".
Pelo mesmo motivo, o ministro húngaro rejeitou novos pacotes de ajuda financeira Ucrnia, argumentando que eles apenas reforam as posies de Kiev em vez de ajudar a promover um acordo de paz. Fontes europeias explicam que a Hungria está pedindo uma mudana na política europeia, pois a situao mudou drasticamente com as negociaes de paz lanadas pelos EUA e no há necessidade de aprovar outras iniciativas de apoio Ucrnia.
"No apoiaremos o gasto do dinheiro dos contribuintes europeus para prolongar a guerra", disse Szijjarto, que também acredita que o retorno de Donald Trump Casa Branca serviu para direcionar a política mundial para a paz, enquanto os "liberais europeus pró-guerra" esto tentando bloquear esses esforos.
"Estamos mais perto do que nunca de uma soluo, já que as conversas diretas entre os Estados Unidos e a Rússia reavivaram a esperana de paz", analisou, segundo o porta-voz do governo húngaro, Zoltan Kovacs, em seu perfil oficial na rede social X.
O ministro húngaro das Relaes Exteriores também criticou Bruxelas por "no cumprir" seus compromissos com a segurana energética, que incluíam a incluso da Hungria nas negociaes para retomar o trnsito do gás ucraniano. De acordo com Szijjarto, as reunies contaram apenas com a presena de representantes da Eslováquia e da Hungria.
Nos últimos quase trs anos, a UE adotou uma série de sanes contra os interesses russos no continente, bem como contra centenas de pessoas ligadas ao Kremlin, e está aplicando restries contra quase 2.400 indivíduos e entidades russas.
Budapeste já apertou o lao no final de janeiro, quando ameaou torpedear a renovao das sanes econmicas europeias e o congelamento dos ativos russos que deveriam expirar dentro de alguns dias, uma questo que a UE-27 contornou depois de concordar com uma declarao em que se comprometiam com a segurana energética da Hungria.
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