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MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou nesta sexta-feira a criação de uma comissão conjunta com o governo eslovaco para analisar o estado do oleoduto Druzhba, que está no centro de novas tensões com a Ucrânia, país acusado de ter atacado a infraestrutura que permitia o fornecimento de petróleo da Rússia a esses países.
Orbán indicou que chegou a um acordo com seu homólogo eslovaco, Robert Fico, que permitirá investigar a situação em torno do oleoduto, conforme destacou em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Nesse sentido, solicitou ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que permita a entrada no território ucraniano de “inspetores desta nova comissão bilateral e retome o funcionamento do oleoduto”, embora Kiev insista que a infraestrutura foi atacada pelas tropas russas.
A polêmica eclodiu no final de janeiro, quando o governo da Ucrânia decidiu suspender o transporte de petróleo por esta via para a Eslováquia e a Hungria devido aos supostos danos sofridos no oleoduto, o que suscitou inúmeras críticas por parte destes dois países, que em geral se têm distanciado da linha principal europeia na hora de enfrentar a invasão da Ucrânia — fundamentalmente por questões energéticas.
As autoridades húngaras anunciaram a suspensão do fornecimento de diesel à Ucrânia como medida de retaliação e bloquearam o 20º pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, entre outras questões.
Por sua vez, Fico indicou na quarta-feira que é “pouco realista” esperar que o fornecimento de petróleo através deste oleoduto seja retomado no início de março, como previsto.
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