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BRUXELAS 25 fev. (EUROPA PRESS) - A Comissão Europeia informou que a Hungria e a Eslováquia começaram a liberar suas reservas estratégicas de petróleo e que também estão recebendo petróleo não russo através do oleoduto do Adriático, depois que o oleoduto Druzhba foi atacado pela Rússia e está parado, aguardando reparos pela Ucrânia.
Após uma reunião na quarta-feira do Grupo de Coordenação do Petróleo da UE, a porta-voz da Comissão Europeia para a Energia, Anna-Kaisa Itkonen, informou que tanto Budapeste como Bratislava começaram a liberar as reservas de petróleo para 90 dias, em resposta aos danos no ramal sul do oleoduto Druzhba, pelo qual acusam Kiev de sabotagem, que por sua vez culpou Moscou pela destruição da infraestrutura. “Tanto a Hungria como a Eslováquia confirmaram que começaram a liberar suas reservas estratégicas de petróleo. Essas reservas são mantidas em todos os Estados-Membros precisamente para lidar com situações como esta”, explicou a porta-voz da União Europeia, que indicou que existe uma rota alternativa de abastecimento para esses países, o oleoduto Adriático.
Nesse sentido, ela afirmou que a Croácia confirmou na mesma reunião que, de fato, já está transportando “petróleo não russo” através desse oleoduto para a Hungria e a Eslováquia, e que tem “capacidade suficiente” para aumentar seu volume e “cobrir totalmente” a demanda de ambos os países.
Ela também lembrou que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, comprometeu-se nesta quarta-feira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a acelerar os reparos do oleoduto Druzhba, cientes de que a Rússia “destrói sistematicamente” tudo o que Kiev conserta, chegando a cobrar a vida de cidadãos durante os reparos.
“Em qualquer caso, desde que haja abastecimento, a sua origem não deve fazer qualquer diferença para os cidadãos em termos de segurança energética. Na verdade, se pudermos avançar na eliminação progressiva do petróleo russo, esse é, em última análise, o objetivo”, continuou na sua explicação, negando que exista uma situação de perigo para a Hungria e a Eslováquia.
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