Marton Monus/-/dpa - Arquivo
MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, enviou uma delegação à Ucrânia para avaliar o estado do oleoduto Druzhba — afetado, segundo Kiev, pelos ataques russos — e negociar sua reabertura, mais um motivo de atrito nas relações sempre tensas entre húngaros e ucranianos devido à guerra.
A delegação é liderada pelo secretário de Estado da Energia, Gábor Czepek, informou nesta quarta-feira o porta-voz do governo, Zoltan Kovacs, que detalhou que a negociação contará com um representante da Comissão Europeia, além das próprias autoridades energéticas ucranianas e do embaixador em Kiev.
“A segurança energética provém da manutenção do acesso a recursos orientais acessíveis”, enquanto “uma maior diversidade de fornecimento proporciona maior segurança aos lares húngaros e ajuda a preservar o sistema de proteção dos custos dos serviços públicos”, apontou Kovacs nas suas redes sociais.
A Ucrânia defendeu a necessidade de cortar o fornecimento de petróleo russo à Europa para prejudicar suas fontes de financiamento e, com isso, sua capacidade bélica. No entanto, a Hungria e a Eslováquia, principais beneficiárias dessas entregas através do Druzhba, alertaram que sua segurança energética está em risco.
No final de janeiro, as autoridades ucranianas denunciaram que um ataque russo a estas instalações em Leópolis as afetou de tal forma que tiveram de paralisar o fornecimento enquanto aguardavam a sua reabilitação. Orbán apelou publicamente ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para que acelerasse os prazos.
Nos últimos dias, a Hungria confiscou bens do banco estatal ucraniano Oschadbank no valor de dezenas de milhões de euros, bem como nove quilos de ouro, na posse de sete dos seus trabalhadores quando atravessavam o território húngaro. Budapeste reconheceu que condicionava a sua devolução ao desbloqueio do Druzhba.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático