Publicado 02/02/2026 11:12

Hungria entra com ação judicial no TJUE para anular a proibição europeia de importar gás russo

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 15 DE OUTUBRO DE 2025: Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, participa de uma sessão intitulada “Mercados Globais de Energia: A Transformação das Relações e o Equilíbrio de Interesses
Europa Press/Contacto/Yevgeny Messman - Arquivo

MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades húngaras anunciaram nesta segunda-feira que entraram com uma ação judicial no Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) para anular a proibição europeia de importar gás russo, seguindo a posição adotada depois que os 27 aprovaram essa medida para cortar gradualmente, a partir de 2027, as compras de energia russa.

“Hoje, entramos com uma ação judicial no Tribunal de Justiça da União Europeia para contestar o regulamento RePowerEU que proíbe a importação de energia russa e solicitar sua anulação”, disse o ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjarto, em uma mensagem nas redes sociais.

Mais especificamente, informou que Budapeste recorre da política europeia alegando que as importações de energia só podem ser realizadas por meio de sanções, que exigem unanimidade e não a maioria utilizada para aprovar o RePowerEU. “Este regulamento foi adotado seguindo o método da política comercial”, criticou. Szijjarto também destacou que o Tratado da UE estabelece que “cada Estado-membro toma suas próprias decisões em matéria de recursos energéticos e fornecedores”. Como terceiro elemento, a Hungria alega que o princípio da solidariedade exige a segurança do abastecimento para todos os Estados-membros. “Esta decisão viola claramente esse princípio, sem dúvida no caso da Hungria”, afirmou o ministro das Relações Exteriores. “Só existem alternativas mais caras e menos confiáveis. Sem o petróleo e o gás russos, não é possível garantir a nossa segurança energética, nem manter baixos os custos energéticos para as famílias húngaras”, explicou. O bloco europeu deu luz verde há uma semana ao regulamento para a eliminação gradual, a partir de 2027, das importações da Rússia de gás por gasoduto e gás natural liquefeito (GNL) para o território comunitário.

Aprovado por maioria qualificada, com o voto contra da Hungria e da Eslováquia e a abstenção da Bulgária, o regulamento proibirá as importações de GNL russo no início de 2027 e as importações de gás por gasoduto a partir do outono de 2027, e permitirá que os contratos em vigor passem por um período de transição para “limitar o impacto” dessa decisão nos preços e nos mercados.

A Eslováquia também prometeu tomar medidas judiciais, cujo ministro das Relações Exteriores, Juraj Blanar, criticou que as restrições não levaram em conta “as circunstâncias específicas de cada país”, nem garantiram “uma transição justa, realista e socialmente sustentável para todos os Estados-Membros”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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