Kobi Gideon/GPO/dpa - Arquivo
MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo húngaro disse nesta quinta-feira que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitará o país nas próximas semanas, apesar do mandado de prisão emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra no contexto da ofensiva militar contra a Faixa de Gaza.
O porta-voz do governo húngaro, Gergely Gulyas, disse que Budapeste não quer que a visita seja "simbólica", mas sim um passo em direção ao fortalecimento das relações bilaterais, de acordo com o diário Magyar Hirlap, antes de acrescentar que a visita está programada para ocorrer antes da Páscoa, que acontece em 20 de abril.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, revelou no final de novembro de 2024 que convidaria Netanyahu para visitar o país e chamou o mandado de prisão emitido pelo TPI de "cínico". Ele enfatizou que a Hungria não cumpriria sua obrigação de prendê-lo quando ele entrasse no país.
Os mandados de prisão foram emitidos contra Netanyahu e seu ex-ministro da defesa, Yoav Gallant, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos no contexto da ofensiva lançada contra Gaza após os ataques realizados em 7 de outubro de 2023 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras facções palestinas.
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