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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, disse na quinta-feira que a suspensão temporária ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de certas tarifas mostra que a posição húngara é a correta nessa questão, em oposição à da maioria dos Estados-membros da União Europeia.
"Mais uma vez, estávamos certos", disse Szijjarto, ressaltando que a Hungria foi "o único" país na terça-feira que "não apoiou as contramedidas de Bruxelas contra os Estados Unidos", referindo-se ao acordo selado para adotar as primeiras medidas de retaliação após as tarifas de 25% impostas por Washington sobre o aço e o alumínio europeus, que ainda estão em vigor.
O chefe da diplomacia húngara ressaltou que Trump "suspendeu as tarifas por 90 dias para aqueles que não responderam", embora seja verdade que a União Europeia não chegou a especificar as contramedidas às sobretaxas generalizadas de 20% que entraram em vigor na terça-feira e, em seguida, o inquilino da Casa Branca deixou parcialmente no ar.
"A calma estratégica vence!", enfatizou Szijjarto, cujo governo, liderado por Viktor Orbán, tem procurado se posicionar como um aliado-chave de Washington dentro da UE. Entretanto, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni será a primeira líder da UE a se reunir com Trump após essa escalada.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse na quinta-feira que a pausa parcial anunciada por Trump "é um passo importante para estabilizar a economia global", lembrando que a União Europeia continua aberta a negociar uma solução para a disputa tarifária.
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